A IA demitiu. O ser humano precisou recontratar.

Nos últimos anos, a crença de que a Inteligência Artificial substituiria profissionais e resolveria problemas empresariais foi amplamente disseminada. O caso da Ford é emblemático: a empresa demitiu engenheiros, confiando na automação, mas logo percebeu que a tecnologia não substitui a experiência humana, que é construída ao longo do tempo e está revestida de conhecimento tácito. A lição fundamental é que a IA deve ser vista como uma ferramenta que amplifica a capacidade humana, não como um substituto. O verdadeiro valor está na combinação de tecnologia e julgamento humano, enfatizando que o futuro pertence à colaboração entre ambos.

O chefe perguntava ao ChatGPT quem demitir. O detalhe é que todo mundo lia as conversas dele

A história de um chefe que se tornou excessivamente dependente do ChatGPT revela riscos em gestão e privacidade. Inicialmente, o uso da IA era inofensivo, mas logo evoluiu para a imposição de decisões sem fundamento humano, incluindo contratações e demissões. Infelizmente, os funcionários tinham acesso ao histórico de conversas por conta de login compartilhado. Essa prática não só viola a privacidade, mas pode infringir normas legais, como a LGPD. Para evitar tais problemas, cada funcionário deve ter conta individual, nunca compartilhar senhas e sempre considerar a confidencialidade ao interagir com a IA. A tecnologia em si não falha; a gestão, sim.

A nova regra do STJ que pode enterrar seu recurso especial (e quase nenhum advogado sabe disso ainda)

A Emenda Regimental 53, aprovada pelo STJ em 30 de junho de 2026, introduziu o artigo 343-A, exigindo que petições iniciais e recursos ao STJ contenham um resumo dos fundamentos de fato e direito, pedidos, teor da decisão impugnada e dispositivos legais violados. Embora a regra já esteja em vigor, faltam diretrizes da Presidência do STJ sobre o formato e consequências do não cumprimento. Essa mudança visa facilitar a triagem de processos, considerando o alto volume de recursos recebidos. A estrutura e clareza nos resumos são essenciais para uma análise eficiente antes da decisão final.

Brasil 2 a 1 Japão: o gol que a inteligência artificial não fez (mas dizem que fez)

Um criador de conteúdo bem conhecido afirmou que a vitória do Brasil sobre o Japão na Copa do Mundo foi guiada por inteligências artificiais. Entre as tecnologias citadas, destacavam-se o Gemini, TacticAI e Football AI Pro. Entretanto, uma investigação revelou que essas ferramentas não tiveram relação comprovada com a decisão do técnico Carlo Ancelotti de manter Casemiro em campo, que foi baseada em sua experiência. O artigo adverte sobre o “AI washing”, onde tecnologias são exageradas em sua eficácia, e enfatiza que, no final, a responsabilidade das decisões deve sempre recair sobre o ser humano, não sobre a tecnologia.