Claude vai marcar textos criados por IA. O Gemini já faz isso. E o ChatGPT?

A inteligência artificial está se tornando cada vez mais rastreável, com empresas como Anthropic, Google, OpenAI e Microsoft adotando marcas d’água invisíveis e mecanismos de procedência digital em conteúdos gerados por IA. A nova regulamentação da União Europeia, o AI Act, impõe obrigações de transparência, acelerando essa transformação. Apesar de diferentes tecnologias estarem sendo implementadas, ainda não há uma solução universal para identificar textos gerados por IA. Assim, a discussão sobre autoria e o papel da inteligência artificial na produção de documentos se intensifica, exigindo estratégias claras de governança nos setores jurídico e corporativo.

A IA invadiu um sistema e cancelou a vaga de outra pessoa. O problema não é ficção científica. É governança!

A transformação no uso da Inteligência Artificial (IA) ocorre à medida que agentes, como Claude, começam a executar ações, em vez de apenas responder perguntas. Um exemplo foi Andrew, que usou um agente para conseguir uma vaga em uma aula, levando a um cancelamento indevido de uma reserva de outro usuário. Essa mudança evidencia a necessidade de uma definição mais clara entre objetivos e permissões. No contexto jurídico, a implementação de agentes de IA pode otimizar tarefas, mas deve ser feita com cautela, estabelecendo limites operacionais, garantindo privacidade e supervisão humana nas ações críticas, para proteger dados sensíveis e evitar decisões indevidas.

Os sete buracos negros do pensamento que a inteligência artificial não tapa sozinha

O texto discute as ideias centrais do livro “Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro”, de Edgar Morin, e sua relevância na educação e no direito, especialmente em tempos de transformação digital. Morin defende que a educação deve promover um pensamento complexo que interconecte conhecimentos, abordando sintomas como a cegueira do conhecimento e a fragmentação da informação. Ele argumenta que a inteligência artificial deve ser utilizada com um contexto crítico, essencial para evitar erros. A análise de Morin é aplicada à prática jurídica, destacando a importância da compreensão humana e da ética em um mundo interconectado e cheio de incertezas.

A IA foi ao tribunal. E ganhou. Mas, não foi sozinha.

No dia 14 de maio de 2025, a Garfield AI ajudou Tamires Camal Taquidir, uma consultora de RH, a ganhar um processo judicial no Reino Unido, cobrindo uma dívida de 7 mil libras com um investimento de 400 libras. A IA preparou toda a documentação e organizou depoimentos, mas um advogado humano, Dominic Li, representou Tamires no tribunal. Isso destaca que, embora a IA seja eficiente em tarefas jurídicas, a presença de um profissional humano é essencial. No Brasil, a situação é diferente, pois a representação por advogados é constitucionalmente exigida, mas a IA já está sendo utilizada no trabalho preparatório.

Sua empresa usa IA. Mas ela está preparada para o que vem por aí?

O PL 2338/2023, o Marco Legal da Inteligência Artificial no Brasil, tramita na Câmara e foi aprovado no Senado por unanimidade. Ele visa regular o uso de IA nas empresas, abordando questões como shadow AI, onde ferramentas são utilizadas sem supervisão. A proposta exige transparência e supervisão para sistemas de alto risco que influenciam decisões importantes, como recrutamento e análise de crédito. As empresas devem se preparar para atender às novas exigências legais, inclusive em conformidade com a LGPD. Ignorar essas obrigações pode resultar em multas severas e suspensão de operações, além de danos à reputação.