Do MVP ao MVD: por que construir deixou de ser o gargalo do seu escritório

A discussão sobre a distribuição mínima viável (MVD) demonstra que muitas inovações jurídicas falham em cativar usuários. Novas tecnologias permitem que advogados desenvolvam produtos rapidamente, mas a falta de clientes interessados leva ao insucesso. A MVD propõe focar na distribuição efetiva e na preparação de dados relevantes para decisões. O setor jurídico enfrenta desafios únicos, como a necessidade de construir confiança e reputação, que não podem ser substituídas por tecnologia. As normas da OAB regulam a publicidade, e os escritórios devem se adaptar, priorizando relacionamentos e estratégias de distribuição específicas e éticas.

Provimento 255 do CNJ: a execução judicial começa a falar a língua dos dados, da gestão e da inteligência artificial

O Provimento 255 do CNJ, de 2026, representa uma mudança significativa na abordagem da execução judicial, incorporando conceitos de gestão orientada por dados, inteligência artificial e automação. A norma não se limita a otimizar processos, mas estabelece a efetividade da execução como uma política pública e inclui a criação de Núcleos de Pesquisa Patrimonial pelos Tribunais. O uso responsável de IA é evidente, com diretrizes para sua aplicação sem substituir a atuação humana. Essa transformação desafia escritórios a adotar uma visão analítica e estratégica, considerando a quantidade de dados disponíveis e a importância da governança no uso da tecnologia.

Você criou uma fazenda de agentes. Agora, quem controla tudo isso?

A crescente adoção de agentes de inteligência artificial nas operações jurídicas levanta a questão crítica da gestão eficaz desses sistemas. Satya Nadella, em 2026, destacou os desafios de administrar múltiplos agentes, enfatizando que, sem um controle adequado, a complexidade pode ser confusa e arriscada. A governança de IA exige uma estrutura que permita visibilidade e compreensão do processo jurídico. A controladoria deve agir como um centro de inteligência operacional, garantindo que as ferramentas de IA atendam às necessidades do escritório e que todos os dados e decisões sejam geridos de forma responsável e auditável.

Quatro dias para pensar a advocacia que já começou

A Cidade da Advocacia acontecerá de 4 a 8 de agosto de 2026, no Cais Embarcadero em Porto Alegre, com inscrições gratuitas já disponíveis. O evento abordará a intersecção entre inteligência artificial, competitividade, controladoria e marketing jurídico. O profissional Gustavo Rocha participará de todas as atividades, começando com um workshop sobre a aplicação prática da inteligência artificial na advocacia. Ele destacará a importância de integrar tecnologia e gestão, enfatizando que uma implantação eficaz exige uma organização prévia dos fluxos de trabalho. Além disso, abordará como essa tecnologia pode impactar a controladoria e o marketing jurídico de forma ética e estratégica.

Contabilidade, TI, RH: se você trabalha com dados de pessoas, leia isso antes

A LGPD, em vigor desde 2020, estabelece regras para o uso de dados pessoais, visando proteger os cidadãos. Muitas empresas continuam a ignorá-la, o que pode resultar em multas de até R$ 50 milhões e danos à reputação. É fundamental que qualquer organização que lidere com dados realize um mapeamento dos mesmos, identificando sua origem, finalidade e armazenamento. O erro comum é acreditar que sempre é necessária a permissão do titular, quando existem dez situações que permitem o uso. Um ebook prático sobre LGPD foi criado para esclarecer o assunto de forma acessível e objetiva.