A IA está economizando seu tempo. Por que você continua sem tempo?

A inteligência artificial (IA) está transformando a advocacia ao reduzir o tempo necessário para diversas tarefas, mas a produtividade nem sempre se traduz em mais tempo livre. O fenômeno do phubbing, que descreve a distração por smartphones em interações presenciais, destaca como as tecnologias podem fragmentar nossa atenção e, paradoxalmente, aumentar a sensação de falta de tempo. A utilização da IA não deve apenas focar em acelerar processos, mas também em melhorar a qualidade do trabalho. Para um uso eficaz da tecnologia, é crucial que profissionais reavaliem como utilizam o tempo economizado, priorizando atividades que realmente agreguem valor e fortaleçam relacionamentos com clientes.

OpenAI Dots chegaram: quando a inteligência artificial passa a acompanhar o trabalho sozinha

Os Dots, lançados pela OpenAI em 29 de setembro de 2026, representam uma nova abordagem para a inteligência artificial no ambiente de trabalho, permitindo uma continuidade nas tarefas sem a necessidade de comandos constantes. Com a capacidade de se integrar a mais de 4.000 aplicativos, esses agentes operam de forma autônoma, realizando atividades recorrentes e organizando informações, o que é especialmente útil em setores jurídicos. A adoção dos Dots exige a definição clara de processos e responsabilidades, aumentando a importância de supervisão e controle sobre os dados acessados, mitigando riscos relacionados à segurança da informação e à governança. A implementação deve ser feita de forma gradual e controlada.

O panóptico digital: quando a inteligência artificial nos observa melhor do que nós mesmos

No conceito original de Bentham, vigilância humana tinha limites, mas a IA eliminou tais barreiras. Smartphones, câmeras e assistentes virtuais monitoram nossos dados em tempo real. Essa vigilância não apenas observa; ela interpreta e infere, conhecendo nossas vidas em detalhes que nem mesmo imaginávamos.

A conta da IA chegou: como medir o retorno da inteligência artificial na advocacia

Nos últimos anos, a inteligência artificial (IA) tem sido adotada em escritórios de advocacia por curiosidade, levando à implementação de diversas ferramentas. Contudo, frequentemente não se avalia o retorno dessas soluções além de simplesmente medir eficiência. Perguntas essenciais sobre o uso estratégico da IA incluem: qual problema resolve, como as tarefas são realizadas atualmente, e qual mudança é esperada? Medir o impacto da IA deve considerar tempo, volume, qualidade e capacidade, evitando a separação entre ferramentas. É crucial que a gestão incorpore a IA em discussões orçamentárias e estratégicas, assegurando que o conhecimento produzido seja compartilhado e utilizado.

O Claude Cowork acabou? O que mudou de verdade e o que isso muda na rotina do advogado

Na última semana, surgiram dúvidas sobre a fusão do Claude Cowork com o sistema de chat da Anthropic, levando muitos a questionarem se perderiam funcionalidades. O anúncio oficial esclarece que o Cowork agora está integrado ao chat, mantendo recursos essenciais e introduzindo novas ferramentas, como Claude Docs e Claude Slides. Essas adições permitem uma colaboração mais fluida em documentos e apresentações, eliminando a necessidade de alternar entre plataformas. Embora a mudança traga facilidade, também levanta preocupações sobre governança e uso seguro de dados. É crucial que os escritórios revisem suas políticas de uso de IA para assegurar conformidade e proteção de informações sensíveis.

O que a aviação pode ensinar à advocacia sobre comunicação entre gerações

O texto discute a importância da comunicação eficaz e do compartilhamento do conhecimento técnico dentro de escritórios de advocacia, utilizando a metodologia de gerenciamento de recursos da tripulação da aviação como referência. Destaca a necessidade de um ambiente onde informações relevantes sejam consideradas, independentemente da fonte. O autor argumenta que tanto profissionais experientes quanto recém-chegados podem aprender uns com os outros, independentemente da geração. Define a segurança psicológica como essencial para promover um espaço onde dúvidas e preocupações possam ser expressas sem temor de retaliação. Sugere pequenas mudanças na prática cotidiana para melhorar a comunicação e a eficiência no trabalho em equipe.

Se da advocacia ao judiciário usam IA, o que ainda diferencia um bom advogado?

A ascensão da inteligência artificial (IA) no setor jurídico transformou as expectativas sobre habilidades profissionais. Um estudo do Bipartisan Policy Center indica um crescimento de 165% na demanda por competências relacionadas à IA entre 2025 e 2026. Contudo, a necessidade de habilidades como comunicação, gestão e resolução de problemas não desapareceu. Em vez disso, a valorização profissional está mudando para a capacidade de entender e trabalhar com IA, ao invés de apenas produzi-la. A formação de novos advogados deverá integrar conhecimento jurídico com habilidades tecnológicas, promovendo um perfil mais híbrido que combine a compreensão da lei com a aplicação de IA nos processos.