O professor na era da inteligência artificial

No Dia do Professor, 15 de outubro, o texto discute a evolução do ensino frente à inteligência artificial (IA). A compreensão do papel do professor deve mudar, não no sentido de substituição, mas na adaptação às novas ferramentas que permitem personalização do aprendizado. A IA pode ajudar a identificar dificuldades individuais e otimizar o tempo de feedback. No entanto, há preocupações sobre a homogeneização do ensino e a perda de metodologias diversificadas. O autor enfatiza que a presença pedagógica e a conexão humana permanecem insubstituíveis, e que o futuro educacional deve integrar a tecnologia sem perder a essência do ensino.

Sua IA está simplificando o trabalho ou apenas automatizando a bagunça?

A inteligência artificial está democratizando a automação em setores como jurídico, permitindo a criação de fluxos e relatórios com pouca configuração. Embora essa tecnologia traga oportunidades, também apresenta riscos, como automatizar processos desorganizados. A reflexão sobre a eficácia dos processos antes da automação é essencial. Os conceitos KISS, YAGNI e DRY são fundamentais: KISS propõe soluções simples, YAGNI evita desenvolver funcionalidades desnecessárias e DRY sugere eliminar repetições. A aplicação desses princípios ajuda a identificar problemas reais e a construir automações mais eficazes e sustentáveis, evitando complexidades desnecessárias na gestão. Escolher a tecnologia deve ser a última etapa após entender o problema.

A IA está economizando seu tempo ou colocando seu emprego em risco? O que os estudos da Anthropic revelam sobre o futuro do trabalho

Os relatórios da Anthropic indicam que a inteligência artificial (IA) está transformando a produtividade, especialmente no setor jurídico, onde tarefas que levavam horas podem agora ser realizadas em minutos. Embora 86% dos usuários relatem aumento de velocidade com a IA, isso não necessariamente implica em maior produtividade, dependendo da qualidade do trabalho produzido. Além disso, a pesquisa mostra que a experiência na utilização da tecnologia impacta positivamente no desempenho. A adoção da IA pode afetar a contratação de jovens advogados, levantando preocupações sobre a formação profissional. Por fim, enfatiza-se a importância de medir resultados efetivos e reorganizar o aprendizado e as responsabilidades no ambiente de trabalho.

Uma IA escreveu a petição inteira. O advogado apenas assinou. Quem advogou?

A sua pergunta sobre o papel da inteligência artificial na advocacia levanta questões profundas sobre a responsabilidade profissional. A Califórnia introduziu a SB 574, que regula o uso de IA generativa por advogados, estabelecendo que a prática da advocacia não pode ser delegada a máquinas, garantindo assim que a responsabilidade legal continue com os profissionais. As quatro questões principais abordadas são responsabilidade, confidencialidade, verificação do conteúdo e transparência. O texto destaca a necessidade de supervisão humana, enfatizando que, ao utilizar IA, advogados não devem transferir sua responsabilidade, mas sim, incorporar a tecnologia de forma responsável, definindo claramente regras e limites.

A IA está economizando seu tempo. Por que você continua sem tempo?

A inteligência artificial (IA) está transformando a advocacia ao reduzir o tempo necessário para diversas tarefas, mas a produtividade nem sempre se traduz em mais tempo livre. O fenômeno do phubbing, que descreve a distração por smartphones em interações presenciais, destaca como as tecnologias podem fragmentar nossa atenção e, paradoxalmente, aumentar a sensação de falta de tempo. A utilização da IA não deve apenas focar em acelerar processos, mas também em melhorar a qualidade do trabalho. Para um uso eficaz da tecnologia, é crucial que profissionais reavaliem como utilizam o tempo economizado, priorizando atividades que realmente agreguem valor e fortaleçam relacionamentos com clientes.

OpenAI Dots chegaram: quando a inteligência artificial passa a acompanhar o trabalho sozinha

Os Dots, lançados pela OpenAI em 29 de setembro de 2026, representam uma nova abordagem para a inteligência artificial no ambiente de trabalho, permitindo uma continuidade nas tarefas sem a necessidade de comandos constantes. Com a capacidade de se integrar a mais de 4.000 aplicativos, esses agentes operam de forma autônoma, realizando atividades recorrentes e organizando informações, o que é especialmente útil em setores jurídicos. A adoção dos Dots exige a definição clara de processos e responsabilidades, aumentando a importância de supervisão e controle sobre os dados acessados, mitigando riscos relacionados à segurança da informação e à governança. A implementação deve ser feita de forma gradual e controlada.

O panóptico digital: quando a inteligência artificial nos observa melhor do que nós mesmos

No conceito original de Bentham, vigilância humana tinha limites, mas a IA eliminou tais barreiras. Smartphones, câmeras e assistentes virtuais monitoram nossos dados em tempo real. Essa vigilância não apenas observa; ela interpreta e infere, conhecendo nossas vidas em detalhes que nem mesmo imaginávamos.