Finitude é feature, não bug

O texto reflete sobre o conto “O Imortal” de Borges e a relação com o uso da tecnologia e inteligência artificial (IA) no cotidiano. O autor, Gustavo Rocha, destaca que a imortalidade dos personagens, que resulta em vidas sem sentido, se assemelha à forma como muitos se envolvem com a tecnologia hoje. Ao usá-la para aumentar a produtividade, alguns acabam esvaziando suas vidas de significado, enquanto outros a utilizam para criar espaço para o que realmente importa. A conclusão é que, em um mundo acelerado, é essencial decidir como usar o tempo livre e escolher o que dá valor à vida.

Brasil 2 a 1 Japão: o gol que a inteligência artificial não fez (mas dizem que fez)

Um criador de conteúdo bem conhecido afirmou que a vitória do Brasil sobre o Japão na Copa do Mundo foi guiada por inteligências artificiais. Entre as tecnologias citadas, destacavam-se o Gemini, TacticAI e Football AI Pro. Entretanto, uma investigação revelou que essas ferramentas não tiveram relação comprovada com a decisão do técnico Carlo Ancelotti de manter Casemiro em campo, que foi baseada em sua experiência. O artigo adverte sobre o “AI washing”, onde tecnologias são exageradas em sua eficácia, e enfatiza que, no final, a responsabilidade das decisões deve sempre recair sobre o ser humano, não sobre a tecnologia.

O fogão quente que Einstein descreveu em 1929 é exatamente o que a IA faz com você hoje

A história da famosa citação de Einstein sobre sentar-se ao lado de uma mulher bonita e em um fogão quente é apócrifa. Embora associada a ele, a frase provavelmente foi criada por sua secretária, Helen Dukas, que a transmitiu à imprensa. A citação surgiu em 1929 e foi distorcida ao longo dos anos. O episódio destaca a dificuldade de Einstein de explicar sua complexa teoria da relatividade. O autor relaciona essa história à pressão atual por adoção de tecnologias, como a inteligência artificial, ressaltando que as necessidades variam conforme o contexto, não sendo todos obrigados a seguir tendências urgentes.

Quase todos os jurídicos corporativos do Brasil querem trocar de sistema. O problema é que vão errar de novo pelo mesmo motivo.

Uma pesquisa recente revelou que 92,3% dos departamentos jurídicos corporativos no Brasil desejam trocar seus sistemas atuais de gestão de contratos (CLM) e planejamento de recursos empresariais (ERP). Este resultado, oriundo da 1ª Pesquisa de Satisfação do Jurídico no Brasil, conduzida pela ACC Brasil e CLOC Brasil, mostra um alto nível de insatisfação com os serviços pós-venda, com 72,8% dos respondentes afirmando que suas expectativas não foram atendidas. Além disso, 58,7% consideram mudar de fornecedor até 2026 e 57,4% desejam trocar de escritório parceiro, indicando uma reformulação nas relações do ecossistema jurídico.

A IA foi ao tribunal. E ganhou. Mas, não foi sozinha.

No dia 14 de maio de 2025, a Garfield AI ajudou Tamires Camal Taquidir, uma consultora de RH, a ganhar um processo judicial no Reino Unido, cobrindo uma dívida de 7 mil libras com um investimento de 400 libras. A IA preparou toda a documentação e organizou depoimentos, mas um advogado humano, Dominic Li, representou Tamires no tribunal. Isso destaca que, embora a IA seja eficiente em tarefas jurídicas, a presença de um profissional humano é essencial. No Brasil, a situação é diferente, pois a representação por advogados é constitucionalmente exigida, mas a IA já está sendo utilizada no trabalho preparatório.

A IA não entende nada. Ela só pareceu entender o seu caso.

O artigo de Adrian de Wynter explora a confusão entre a percepção de “compreensão” em modelos de linguagem e a análise de comportamentos de sistemas complexos, como o videogame Age of Empires II. Ele sugere que atributos considerados humanos em modelos de IA muitas vezes são reflexos de falhas nos métodos de medição utilizados. Para advogados que utilizam IA, isso significa que a confiança excessiva no modelo pode levar a erros não reconhecidos. Em vez de questionar se a IA “entende”, é mais eficaz avaliar sua capacidade de produzir resultados consistentes e verificáveis, destacando a importância de uma revisão crítica cuidadosa.