Seu contrato de honorários ainda é de 2020? A advocacia mudou, os golpes mudaram e a inteligência artificial também

Em julho de 2026, a Lei nº 15.472 alterou o Estatuto da Advocacia, destacando a natureza alimentar dos honorários e seu tratamento prioritário em casos de recuperação e insolvência. A mudança sugere que escritórios reavaliem seus contratos de honorários à luz das novas práticas de comunicação e tecnologia, como o uso de inteligência artificial e pagamentos digitais. A modernização contratuais deve incluir tópicos como canais oficiais, proteção contra fraudes e cláusulas específicas sobre o uso de tecnologia, assegurando uma relação mais segura e estruturada entre advogados e clientes. A revisão contratual é, portanto, imprescindível para adequação à realidade atual.

Brasil: da adoção da IA ao impacto econômico

A inteligência artificial já se integrou ao cotidiano profissional no Brasil, com 215 milhões de mensagens diárias enviadas ao ChatGPT, destacando o país entre os três maiores mercados da plataforma. Aproximadamente 35% das interações são relacionadas ao trabalho, mostrando crescente adoção pelas empresas. A tecnologia não apenas facilita a produção de textos, mas transforma processos, aumentando a produtividade. Escritórios de advocacia precisam entender a diferença entre produção de conteúdo e raciocínio jurídico. A integração da IA à infraestrutura organizacional é essencial para capturar valor, garantindo governança adequada. O impacto econômico da IA poderá ser significativo, exigindo adaptação nos modelos de negócio.

Provimento 255 do CNJ: a execução judicial começa a falar a língua dos dados, da gestão e da inteligência artificial

O Provimento 255 do CNJ, de 2026, representa uma mudança significativa na abordagem da execução judicial, incorporando conceitos de gestão orientada por dados, inteligência artificial e automação. A norma não se limita a otimizar processos, mas estabelece a efetividade da execução como uma política pública e inclui a criação de Núcleos de Pesquisa Patrimonial pelos Tribunais. O uso responsável de IA é evidente, com diretrizes para sua aplicação sem substituir a atuação humana. Essa transformação desafia escritórios a adotar uma visão analítica e estratégica, considerando a quantidade de dados disponíveis e a importância da governança no uso da tecnologia.

Você criou uma fazenda de agentes. Agora, quem controla tudo isso?

A crescente adoção de agentes de inteligência artificial nas operações jurídicas levanta a questão crítica da gestão eficaz desses sistemas. Satya Nadella, em 2026, destacou os desafios de administrar múltiplos agentes, enfatizando que, sem um controle adequado, a complexidade pode ser confusa e arriscada. A governança de IA exige uma estrutura que permita visibilidade e compreensão do processo jurídico. A controladoria deve agir como um centro de inteligência operacional, garantindo que as ferramentas de IA atendam às necessidades do escritório e que todos os dados e decisões sejam geridos de forma responsável e auditável.

PDF com inteligência artificial: o que Claude, ChatGPT e Gemini já conseguem fazer na prática

O texto explora o uso de ferramentas de inteligência artificial na rotina de escritórios, especialmente no manuseio de arquivos PDF. Destaca como essas tecnologias podem otimizar tarefas repetitivas e pequenas, como organizar documentos, extrair informações essenciais e realizar comparações contratuais. No entanto, enfatiza que a IA não substitui a análise humana e que é crucial revisar os resultados gerados. Sugere um uso gradual da tecnologia, começando com tarefas específicas, e alerta para questões de privacidade e segurança de dados antes de utilizar a IA em documentos sensíveis.