Quatro dias para pensar a advocacia que já começou

A Cidade da Advocacia acontecerá de 4 a 8 de agosto de 2026, no Cais Embarcadero em Porto Alegre, com inscrições gratuitas já disponíveis. O evento abordará a intersecção entre inteligência artificial, competitividade, controladoria e marketing jurídico. O profissional Gustavo Rocha participará de todas as atividades, começando com um workshop sobre a aplicação prática da inteligência artificial na advocacia. Ele destacará a importância de integrar tecnologia e gestão, enfatizando que uma implantação eficaz exige uma organização prévia dos fluxos de trabalho. Além disso, abordará como essa tecnologia pode impactar a controladoria e o marketing jurídico de forma ética e estratégica.

Contabilidade, TI, RH: se você trabalha com dados de pessoas, leia isso antes

A LGPD, em vigor desde 2020, estabelece regras para o uso de dados pessoais, visando proteger os cidadãos. Muitas empresas continuam a ignorá-la, o que pode resultar em multas de até R$ 50 milhões e danos à reputação. É fundamental que qualquer organização que lidere com dados realize um mapeamento dos mesmos, identificando sua origem, finalidade e armazenamento. O erro comum é acreditar que sempre é necessária a permissão do titular, quando existem dez situações que permitem o uso. Um ebook prático sobre LGPD foi criado para esclarecer o assunto de forma acessível e objetiva.

A IA demitiu. O ser humano precisou recontratar.

Nos últimos anos, a crença de que a Inteligência Artificial substituiria profissionais e resolveria problemas empresariais foi amplamente disseminada. O caso da Ford é emblemático: a empresa demitiu engenheiros, confiando na automação, mas logo percebeu que a tecnologia não substitui a experiência humana, que é construída ao longo do tempo e está revestida de conhecimento tácito. A lição fundamental é que a IA deve ser vista como uma ferramenta que amplifica a capacidade humana, não como um substituto. O verdadeiro valor está na combinação de tecnologia e julgamento humano, enfatizando que o futuro pertence à colaboração entre ambos.

O chefe perguntava ao ChatGPT quem demitir. O detalhe é que todo mundo lia as conversas dele

A história de um chefe que se tornou excessivamente dependente do ChatGPT revela riscos em gestão e privacidade. Inicialmente, o uso da IA era inofensivo, mas logo evoluiu para a imposição de decisões sem fundamento humano, incluindo contratações e demissões. Infelizmente, os funcionários tinham acesso ao histórico de conversas por conta de login compartilhado. Essa prática não só viola a privacidade, mas pode infringir normas legais, como a LGPD. Para evitar tais problemas, cada funcionário deve ter conta individual, nunca compartilhar senhas e sempre considerar a confidencialidade ao interagir com a IA. A tecnologia em si não falha; a gestão, sim.