Aprender não tem idade, e a minha mãe é a prova disso

Tem data que a gente não comemora, sente. O seis de julho é uma dessas pra mim. Era o aniversário da minha mãe, a Marisa, e neste 2026 ela estaria completando oitenta anos. Nasceu em 1946, partiu em 2024, e mesmo depois de ir embora segue por aqui do jeito dela. Aparece num fim de tarde quieto, numa música que toca sem avisar, no cheiro de um bolo saindo do forno na casa de alguém.

Sobre a saudade que chega sem pedir licença, sobre a força daquele espírito livre que nunca coube numa cama nem numa cadeira de rodas, sobre a vontade de viver que ela carregava até nos dias mais difíceis. Hoje quero falar de outra coisa que ela me deixou de herança, sem nunca ter sentado pra me dar uma aula sobre o assunto. A vontade de aprender.

Vou ser honesto com você. A minha mãe não sabia nada de tecnologia. E olha que estou pegando leve. Mexer no celular já era uma pequena expedição. Mandar um áudio às vezes virava meio minuto de silêncio seguido de um “Gustavo, como é que faz mesmo?”. Computador então nem entrava na conversa. Mas tem um detalhe que muda tudo neste texto, e é por causa dele que estou escrevendo: ela não saber de tecnologia nunca foi a mesma coisa que ela não se interessar por tecnologia.

São coisas diferentes. Uma fala de conhecimento, a outra fala de curiosidade. E curiosidade a minha mãe tinha de sobra. Perguntava como é que a foto ia parar na tela. Queria ver os netos pela câmera, queria entender como aquela voz saía do aparelho, ficava encantada quando dava certo. Não dominava nada daquilo, mas olhava com olhos de quem queria saber. E quem quer saber já está com um pé no caminho de aprender.

Penso muito nisso agora. A Marisa tinha aquela sede de querer sempre mais, mesmo doente, mesmo cansada. Querer viver, mais e mais. E acho que a vontade de viver e a vontade de aprender andam de mãos dadas. Quem ainda quer descobrir alguma coisa, quem ainda faz pergunta, segue vivo de um jeito que não tem idade.

E é exatamente aqui que eu queria chegar com você que está lendo.

A gente usa a idade como desculpa pra não aprender. Quantas vezes você já ouviu, ou já disse, frases do tipo “isso é coisa pra jovem”, “já passou da minha época”, “não nasci pra essas máquinas”? Eu escuto isso o tempo todo no meu trabalho. Advogado experiente, gestor com anos de estrada, gente brilhante na sua área que trava na hora de aprender uma ferramenta nova porque decidiu, lá no fundo, que aquilo não é pra ela.

Só que isso é uma mentira que a gente conta pra si mesmo. A capacidade de aprender não tem prazo de validade. Com o tempo, o que enferruja não é a cabeça, é a coragem de começar do zero e de topar parecer iniciante de novo. Isso assusta mais aos cinquenta do que aos vinte, é verdade. Mas ter medo nunca foi sinônimo de não conseguir.

A minha mãe é a prova viva disso pra mim, mesmo sem nunca ter aprendido a ligar um computador. Porque o que ficou de exemplo não foi nenhum resultado técnico. Foi a postura dela diante do que não conhecia. Se ela, vinda de um tempo sem tela nenhuma, conseguia se encantar com uma chamada de vídeo, imagina o que você consegue fazer hoje, com tanta ferramenta na mão e tanto conteúdo à disposição.

E hoje o assunto é inteligência artificial. Mudou tudo de novo, e mudou rápido. Tem muita gente paralisada, achando que é tarde demais pra entrar nessa. Não é. A IA, com toda a complexidade que tem por dentro, ficou mais fácil de usar do que muita coisa que veio antes. Você conversa com ela em português, escreve o que precisa, pede e recebe. O degrau de entrada está mais baixo do que nunca. Na maioria das vezes falta só uma coisa: alguém pra mostrar o caminho e dar aquela confiança pro primeiro passo.

E é nisso que eu trabalho.

Na Consultoria Gustavo Rocha eu passo os meus dias ajudando escritórios, departamentos jurídicos e profissionais a entender e a usar tecnologia de verdade, sem aquele palavreado complicado que só afasta as pessoas. A ideia é simples: tirar o medo e colocar resultado no lugar dele. Mostrar que dá pra aprender, que dá pra aplicar no dia a dia, que dá pra trabalhar melhor e com menos sufoco.

Se você bateu o olho neste texto e sentiu uma vontade de aprender mexendo aí dentro, eu tenho um convite. Montei um espaço só com aulas de inteligência artificial, pensado tanto pra quem está começando quanto pra quem quer ir além, sem enrolação e com foco no que serve na prática. Está tudo em www.gustavorocha.ia.br. Vai lá, dá uma olhada, escolhe por onde começar. Não importa se você tem vinte, quarenta, sessenta ou oitenta anos. Importa que você ainda queira saber.

Eu bem que queria que a minha mãe tivesse alcançado este momento da IA pra ver de perto. Tenho certeza de que ela ia adorar perguntar como é que a máquina respondia, ia querer entender cada detalhe, ia rir do meu jeito de explicar. Ela não está mais aqui pra isso, mas a vontade que ela me ensinou está. E é essa vontade que eu tento passar adiante todo dia, pra cada cliente, pra cada aluno, pra cada pessoa que cruza o meu caminho achando que aprender já não é mais pra ela.

Então fica o recado neste seis de julho, em homenagem à minha mãe Marisa, que faria oitenta anos e nunca deixou de querer mais:

Aprenda.

Em qualquer idade, sobre qualquer assunto, principalmente sobre aquilo que te assusta. Porque enquanto a gente tem uma pergunta na cabeça, a gente segue vivo. E isso, mãe, eu aprendi com a senhora.

Pensar faz bem. E aprender, mais ainda.

E se quiser ver uma homenagem a ela pessoal, acesse meu blog pessoal – https://blogdogustavorocha.wordpress.com/2026/07/06/oitenta-anos-minha-bencao-divina/

Gustavo Rocha

Consultor em gestão, tecnologia e marketing jurídico

Consultoria Gustavo Rocha

gustavorocha.com

gustavo@gustavorocha.com

Aulas de inteligência artificial em gustavorocha.ia.br

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