Brasil 2014 #SextasdeOpinião

hipocresiaVivemos em uma sociedade em que o estupro é crime, agora dizer que uma mulher se oferece e merece ser estuprada não.

Vivemos em uma sociedade em que o judiciário é condenado pelos erros de leis burras, feitas por políticos eleitos pelo povo, que sequer sabe a diferença entre ser povo e ser cidadão.

Vivemos em uma sociedade em que grita por ser livre, mas que vive acuada, com medo, pelo famoso “rabo preso”.

Vivemos em uma sociedade em que o dinheiro existe para alguns e para outros não, mas ao invés de querermos igualizar a balança, preferimos dar esmolas e fechar os olhos para as reais causas dos problemas.

Vivemos em uma sociedade em que aquele que realmente trabalha tem desconto em folha, paga impostos e quando erra um centavo vira fome de um leão que não sabe de onde mais buscar carniça.

Vivemos em uma sociedade em que os #valores são deturpados em prol de outros ditos valores questionáveis.

E não apenas na sociedade, que é o macro universo, reside a incongruência. Na advocacia, temos igual similitude.

Vivemos em uma advocacia em que somos compelidos a buscar clientes a qualquer custo, sem nenhuma estratégia, senão morremos de fome.

Vivemos em uma advocacia em que ter tecnologia é caro, mas sequer temos conhecimento daquilo que é gratuito e pode ser amplamente usado a nosso favor.

Vivemos em uma advocacia em que o processo eletrônico é lei, implantado como se fosse fácil e pior, com calendários esdrúxulos, apenas pela vaidade judicial.

Vivemos em uma advocacia em que o resultado é que manda, embora não dependa do advogado, mas sim da outra parte, das provas, do judiciário e do processo com súmulas vinculantes e demais atributos, ou seja, o advogado é meio e não fim do resultado, mas recebe como se fosse o próprio resultado.

E não adianta apenas relatar, reclamar ou gritar, temos que algo fazer.

Seja participar da OAB, seja fazer o seu trabalho cada vez mais profissional, seja parar de contar piadas de advogado, mas sim valorizar a profissão, enfim, se queremos algo diferente devemos fazer diferente para fazer diferença.

Somos resultado da minoria que faz algo – independente de bom ou ruim – e se nada fizermos, nada irá mudar.

Qual o seu papel na mudança da sociedade hoje? (macro)

Qual o seu papel na mudança da advocacia hoje? (micro)

Nada? 

Então, sobra-te as migalhas daqueles que labutam a mudança, pois a estes os resultados são maiores que os vôos que buscam alcançar.

#Ficaareflexão
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Artigo escrito por Gustavo Rocha

GustavoRocha.com – Gestão e Tecnologia Estratégicas

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Contato Integrado: gustavo@gustavorocha.com [Email, Gtalk/HangOut, Twitter, LinkedIn, Facebook, Instagram, Youtube]

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