Honorários Jurídicos versus Honorários Médico

Quando vamos a um médico e eles nos cobra uma consulta particular, não fizemos cara feia, nem reclamamos, nem pensamos em como é caro. Afinal, vida e saúde não tem preço.

Contudo, esta realidade na advocacia é rara e em muitos casos inexistente. Muitos advogados não cobram consultas. Outros sequer cobram para analisar processos. Outros não cobram para ingressar com ações, apenas um pequeno percentual no final.

Em bom português: Quem mesmo está prejudicando a profissão?

Passamos anos a fio estudando na faculdade, pós-graduação, MBA, mestrado, cursos especializantes, horas e horas de estudo de jurisprudência, casos análogos, fora todos os outros problemas que os não advogados também tem, como doença, preocupações com filhos/marido/esposa, etc. Para que?

Para um indivíduo que saiu da empresa por livre e espontânea vontade nos diga: Doutore (sic), o adivogado ao lado cobra 10% e nada para entrar com a reclamatória trabalhista, porque você acha que pode me cobrar 15%?

Estamos banalizando os honorários, como se o trabalho dos advogados fossem meramente peticionar. Fosse meramente pedir e não pensar. Fosse meramente assinar algo que qualquer um poderia fazer.

Se alguém concorda com o parágrafo acima, esqueça a advocacia. Tente a magistratura.

Em alguns dias teremos eleições na OAB. Uma ótima oportunidade para refletirmos sobre como aqueles que nos representam enquanto classe fazem com os honorários de R$ 100,00 depois de 4 anos de trabalho numa ação.

Alguns podem me questionar, mas o que isto tem a ver com Gestão, Tecnologia e Qualidade.

Simplesmente tudo.

Sem uma advocacia forte e estruturada, nada podemos fazer em relação a gestão, marketing jurídico, tecnologia e qualidade.

Precisamos atacar a fonte, ou seja, repensar nosso modo de agir em relação a nós mesmos.

Valorizar a nossa classe.

Exatamente como fazem os médicos. Eles não te perguntam quanto cobra o outro cardiologista. Eles dizem: eu cobro tanto e pronto. Se confia em mim, ótimo. Caso contrário, procure outro.

A advocacia é diferente? Alguém contrata advogado apenas pelo valor? E a confiança na solução da causa?

O médico transpira confiança.

O médico não questiona o problema, oferece uma solução.

O médico visa o resultado prático e não o foco no problema.

Quantos e quantos advogados focam o problema como se ele fosse o seu grande trunfo, a sua grande vitória.

Problema é sempre um problema, não importa aonde.

Se procuro um advogado quero mais que uma orientação. Quero um caminho. Quero solução. Quero um conselheiro com visão no resultado com o menor custo.

Parece mercantil?

Não é. Isto é vida.

Pense no seu modo de agir. Vote consciente. Isto pode fazer a diferença.

Autor: Gustavo Rocha

Consultor nas áreas de gestão, tecnologia e marketing estratégicos. Acesse: www.gustavorocha.com

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