Olá a todos!
Recentemente, tive o prazer de participar da live do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP) sobre a “Questão Jurídica da Inteligência Artificial”, parte de uma sequência de discussões sobre a IA humanizada. O objetivo principal era desmistificar o uso da inteligência artificial no direito previdenciário e mostrar como implementá-la de forma eficiente e sem receios nos escritórios de advocacia. Comigo, estavam a Dra. Ana Bervanger, o Dr. João Candido e a Lorene Nicolau, e juntos tentamos abordar um tema que, embora inovador, ainda gera muitas dúvidas e até medo.
Muitas vezes, a percepção comum é que a IA é apenas uma ferramenta de TI que entrega soluções prontas. No entanto, a verdade é que a inteligência artificial é capaz de muito mais: ela pode desenvolver argumentação, criar peças jurídicas, realizar pesquisas abrangentes e resolver diversas situações práticas dentro de um escritório. O desafio é que a maioria das pessoas ainda a utiliza de forma superficial, como pedir receitas de bolo ao ChatGPT, sem explorar seu verdadeiro potencial.
A IA Começa pela gestão: Não é magia, é estratégia
Um dos pontos que mais gosto de ressaltar é que a implementação da IA em um escritório de advocacia começa com a gestão dos seus próprios fluxos de trabalho. É preciso identificar quais tarefas podem ser otimizadas pela IA e quais não. É fundamental entender que a IA não vai substituir pessoas, nem vai resolver tudo sozinha. Sua função é minimizar o trabalho, automatizar partes dele e auxiliar na tomada de melhores conclusões. Não é porque a IA não tem capacidade de fazer mais, mas porque ela não foi desenvolvida para isso. É um canhão que muitos usam como um tiro de .38 por falta de conhecimento tecnológico e de gestão.
Por exemplo, eu mesmo criei um agente dentro do ChatGPT para a Comissão de Direito, Inovação e Tecnologia (CDTI) da OAB do Rio Grande do Sul, focado em ajudar advogados a pesquisar sobre processo eletrônico e domicílio judicial, e não para criar peças jurídicas. Se eu tivesse programado para peças, ela faria. Isso demonstra que a IA precisa ser programada e personalizada para as necessidades específicas do seu escritório. Especialmente na área previdenciária, onde as nuances são muitas, essa personalização é crucial.
O mundo além do ChatGPT: Escolhendo a ferramenta certa
É verdade que o ChatGPT é amplamente conhecido e uma excelente ferramenta, mas existe vida além dele. No mercado jurídico, outras IAs se destacam:
• Copilot da Microsoft: Na minha opinião, está no topo ou beirando-o. Sua grande vantagem é a integração profunda com o Office 365 (Word, e-mails, SharePoint, Teams). Com um clique, ele pode pesquisar e analisar informações de diversas fontes da Microsoft, preparando-o para reuniões e analisando documentos de forma impressionante.
• Gemini do Google: Faz um trabalho legal dentro do Google, mas, em meus testes, o workspace do Google ainda não alcançou o nível de poder do Copilot.
• Perplexity e Claude: Ferramentas mais específicas para determinadas tarefas.
A escolha da IA ideal é algo personalíssimo e exclusivo para a realidade de cada escritório. Não existe uma solução única que sirva para todos. O que funciona para um escritório que atende apenas auxílio-acidente, por exemplo, pode não ser o ideal para outro.
Licenciamento e Privacidade: O ponto mais crítico
Um dos maiores perigos e equívocos que vejo é o uso de versões gratuitas de IA para atividades profissionais. O ChatGPT Plus, por exemplo, é individual, e se um colaborador sai do escritório, todo o conhecimento gerado vai embora com ele. Para equipes, é necessário o ChatGPT Team.
Mas o ponto mais importante é a privacidade dos dados. Versões gratuitas de IA, como ChatGPT, Copilot (versões gratuitas do Windows), ou mesmo o Notebook LM do Google, aprendem com os dados que você insere. Isso significa que informações sensíveis dos seus clientes, como dados de saúde ou situação financeira de uma empresa, podem ser usadas para treinamento e, em teoria, acessíveis por outros usuários em futuras consultas, ainda que de forma indireta. Isso é um risco enorme para a advocacia, uma profissão que lida com informações privilegiadas e privadas.
Meu conselho é enfático: invistam em licenças profissionais e empresariais das IAs para garantir a segurança e a privacidade dos dados dos seus clientes. Isso é um investimento estratégico com um retorno sobre o investimento (ROI) significativo em termos de tempo e eficiência.
Começando com a IA: Converse com ela!
Para quem está começando, a dica é simples: utilize a IA como um parceiro de conversa. Em vez de dar comandos complexos, comece perguntando. Se você quer uma inicial de auxílio-acidente, pergunte sobre os requisitos, os direitos, a fundamentação legal, e depois, questione as teses de defesa do INSS e como rebatê-las. Ao conversar e argumentar, a IA vai entendendo onde você quer chegar e desenvolverá um material mais profundo.
Uma ferramenta gratuita (com a ressalva sobre privacidade nas versões gratuitas) que pode ser um ótimo ponto de partida é o Notebook LM do Google. Ele permite que você anexe um processo eletrônico e, em segundos, ele cria um resumo completo e um mapa mental detalhado do caso. Isso é sensacional para explicar o processo aos clientes de forma visual e clara, humanizando o atendimento e poupando tempo. Lembrem-se: o cliente leigo quer saber se vai ganhar dinheiro ou ter sua injustiça reparada, não os detalhes jurídicos complexos.
Engajamento da equipe: A chave para o sucesso humanizado
A implementação de qualquer nova tecnologia, incluindo a IA, não pode ser “empurrada goela abaixo”. É fundamental envolver a equipe desde o início. A Dra. Ana Berglante destacou isso de forma brilhante: o engajamento do time é crucial.
• Demonstrem as vantagens e o próximo passo claro.
• Façam dinâmicas e testes em conjunto para que as pessoas percam o medo e a resistência.
• Conectem a implementação da IA à autorrealização e ao crescimento profissional de cada colaborador. Se eles perceberem que a IA lhes dará mais tempo para desenvolver teses, para focar no que gostam, para crescer, eles abraçarão a mudança.
A IA já é real e precisa de você
A IA não é o futuro, é o presente. Já existem possibilidades técnicas para realizar trabalhos incríveis com inteligência artificial. No entanto, é fundamental lembrar que a IA não faz tudo sozinha. Ela precisa da revisão humana, pois ela erra e pode, por vezes, “inventar” fundamentações. Por isso, ao criar agentes, eu sempre incluo um comando como “Não opine”, para que ela faça exatamente o que é pedido.
O ganho de tempo, a otimização de processos e a capacidade de oferecer um atendimento mais inteligente e humanizado aos clientes são inegáveis. A IA deve trabalhar para você, não o contrário. Pensem no ROI (Retorno sobre Investimento); o tempo economizado e a melhoria na qualidade do serviço justificam o investimento.
Espero que esta reflexão ajude a todos a dar os primeiros passos e a explorar o vasto potencial da inteligência artificial de forma consciente e humanizada.
Para conferir o debate completo e se aprofundar ainda mais, assista à live na íntegra:
Se não abrir, acesse https://www.youtube.com/watch?v=iSWzWOgiqpA
Um grande abraço e até a próxima!
Gustavo Rocha | 🚀 Pioneiro em IA Jurídica e Estratégia Digital
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“Inovação não é opção, é estratégia. Execução inteligente é o diferencial.”
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