Um cromossomo y, divagando sobre o x da questão

Existe um mundo do que quero dizer no dia 8 de Março. Poderia iniciar pela luta que gerou a homenagem do dia, poderia dizer que sequer sou qualificado pra falar a respeito, afinal, carrego cromossomo Y misturando o X do dia, poderia falar de quem me deu a vida e tanto amo, da irmã que carrego no peito e na vida…

Contudo, neste dia que tantas pessoas vão falar sobre tantas lutas, tantas coisas a conquistar, tanto ainda para que a igualdade exista, quero falar das mulheres que estão hoje na minha vida sendo a minha vida, a minha família.

E para quem acha que isto não é profissional e não tem nada a ver com o meu portal, engana-se. Elas são muito de mim e sou muito do que aprendo todos os dias com elas.

E, nada mais justo neste dia 8 de Março, dividir com o mundo, o meu mundo, o meu universo feminino.

Tenho uma esposa, uma filha e estamos a espera da segunda filha. Até o cachorro aqui em casa é fêmea. Só eu de macho, neste contexto familiar.

E quando penso no dia de hoje, ao invés de pensar apenas em homenagea-las, fazendo assim a todas as outras mulheres do mundo, penso em como o mundo deve trata-las.

Difícil explicar as minhas filhas algumas injustiças profissionais que a mãe delas sofre por não ter cromossomo y, da cara feia e preconceito que algumas pessoas tem por ela trabalhar, estudar e querer ser uma mãe dedicada, assim como outras sofrem por não querer serem mães, sem mencionar a disparidade salarial que um cromossomo y tem a mais, algo totalmente sem nexo e contexto, pois trabalho é trabalho, mérito é mérito e reconhecimento que não leva isto em conta, sequer acerta ao escolher o cromossomo y, pois desde de cedo todos sabemos que o que realmente importa é o x, em qualquer questão.

Embora ainda sejam muito pequenas, será complexo explicar que o homem – que deveria ser como o pai, que protege, ajuda, brinca, convive e essencialmente respeita – nem sempre assim o será, pois grande parte dos cromossomos y acha que todo x é igual e pior, que nada vale senão uma noite, sem muito papo, carinho ou atenção, apenas um pedaço de carne num mundo materialista e sem conteúdo.

E, ao desespero de ter tudo isto pra enfrentar, aprendi tanto com cada uma delas que a palavra que mais tenho a dizer é obrigado, sou grato por existirem na minha vida.

Aprendi a conviver com uma mulher que respeita a si, aos outros e que acredita, tem fé num mundo melhor, além de outros predicados que como ela mesmo diz: “melhor não fazer propaganda por aí do que já tem dono”.

Aprendi com minha filha que posso sonhar sem esquecer de quem sou, que aprender é algo diário, que viver é amplamente necessário e principalmente viver o agora, o presente, cada momento único de brincadeira, sorriso e descoberta.

Aprendi com o desenvolvimento ainda no seio materno da minha segunda filha a ter mais esperança, sonhos e principalmente  que luta para que a humanidade seja mais humana, para que todos sejamos e façamos algo tão simples como fazer ao próximo o que queremos fazer a nós mesmos,  para que tudo isto seja uma realidade diária, mesmo sabendo que estamos longe dela.

Aprendi que o cromossomo y pode e deve amar sem limites, se dedicar a si e a elas, enfim, deve ser simbiose nesta maravilha que é o amor que provém de Deus-Pai àqueles que pulsam esta verdade em suas veias.

E profissionalmente?

Cresci exponencialmente após entender que as mulheres não precisam dos homens. Elas são únicas, independentes, singulares. São o mesmo que os homens acham que são: especiais. E ambos, cromossomos x e y, apesar de diferentes na sua formação e resultado, são iguais em singularidade e verdade.

Aprendi que por cada um terem características únicas, sempre melhor aproveitar cada uma delas para o ambiente profissional, pois ambientes com ambos os cromossomos dão melhores resultados que concentrar apenas um tipo.

Aprendi que ouvir é essencial, andar com alguns chocolates pode ajudar, ser amigo é muito bom e que posso contar com cromossomos x tanto ou mais do que os y.

E, de tanto aprender, conviver, sentir e vivenciar ambos cromossomos, cheguei a conclusão de que este dia é de suma importância: Seja para relembrar a luta, seja para destacar que necessitamos buscar mais da igualdade como conceito (tratar iguais de forma igual e desiguais de forma desigual) para encontrarmos a justiça social de homens e mulheres.

Não por ideologia de gênero, mas porque todos, independente de cromossomo, somos humanos, somos feitos de carbono 14 e precisamos coexistir neste mundo chamado de Terra, embora tenha 3/4 de água nele.

Pense, tire suas conclusões e principalmente aja a respeito. Simples assim: Faça aos outros o que gostaria que seja feito a si mesmo.

Somente com ações coletivas viveremos num mundo melhor para nós e gerações futuras.

Façamos, portanto, a luta desta verdade: Viva ao cromossomo X! Viva ao Y! Viva a todo aprendizado com ambos vivido.

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Sou Gustavo Rocha

CEO da Consultoria GustavoRocha.com – Gestão, Tecnologia e Marketing Estratégicos

(51) 98163.3333  |  gustavo@gustavorocha.com  | http://www.gustavorocha.com

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