Somos doadores ou receptores?

Connecting broken heart. Concept for love or Valentine day

Connecting broken heart. Concept for love or Valentine day

Quando o tema são as pessoas, as atitudes, suas formas de sentir, pensar e viver o escritório fazem a diferença.

Neste sentido, conhecer mais sobre perfis e visões psicológicas pode ser útil para o crescimento como indivíduo e como negócio.

Compartilho um trecho de uma reportagem sobre o perfil de pessoas doadoras e receptoras. Uma importante reflexão sobre nós mesmos em prol de nossos sonhos e negócio.

 

Ajudar alguém sem esperar algo em troca é uma reação humana elogiável que advém da regra social da reciprocidade. Em relação a isso, Adam Grant, professor de psicologia e administração na Universidade da Pensilvânia, afirma:

“Todos os dias, as pessoas tomam decisões de agir como doadoras ou receptoras. Quando elas agem como doadoras, contribuem para os outros sem pedir nada em troca; elas podem oferecer assistência, compartilhar conhecimentos, ou fazer introduções valiosas. Quando as pessoas agem como receptoras, elas tentam obter outras pessoas para servirem aos seus fins, enquanto, cuidadosamente, guardam para si mesmas suas experiências e seu tempo.”

Segundo Grant, as organizações em geral têm um forte interesse em manter funcionários que promovam o tipo de comportamento doador. “A vontade de ajudar os outros a alcançar seus objetivos encontra-se no coração da colaboração eficaz, inovação, melhoria da qualidade e excelência no atendimento”, defende ele. Em locais de trabalho com muitos doadores, diz ele, os benefícios são evidentes e se multiplicam rapidamente.

É de se supor que, quando funcionários agem como doadores, eles facilitam a resolução de problemas gerais e constroem culturas colaborativas e coesas em suas empresas, o que reflete em produtividade não só para a organização em si, mas também para todos os stakeholders da rede de negócios.

No entanto, essa produtividade nem sempre é uma constante para doadores. Um estudo feito por Frank Flynn, professor de comportamento organizacional de Stanford, revelou duas coisas que acontecem com profissionais que ajudam seus colegas de trabalho. Primeiro, os doadores foram percebidos pelos seus colegas como extremamente valiosos. Segundo – e é aí que fica complicado -, os doadores tiveram menor produtividade em seus projetos pessoais, pois eles desviaram uma grande quantidade de tempo e energia para os problemas de seus colegas, esquecendo-se dos próprios. Nesse caso, a generosidade serviu para aumentar a percepção de valor dos doadores, em contrapartida, diminuiu seu rendimento.

Esse é um desafio para administradores, principalmente líderes e gestores de pessoas. Como eles podem promover a generosidade sem minar a produtividade? Como eles evitam criar situações onde as pessoas generosas dão muito de sua atenção, enquanto colegas de trabalho mais egoístas sentem que têm ainda mais licença para tomar? Como, enfim, eles podem proteger as pessoas generosas de serem tratadas como capachos?

De acordo com Grant:

“Parte da solução é orientar os doadores a criar um limite, de modo que possam recusar alguns favores. Ainda mais importante, é ajudar os doadores a refrear seus impulsos generosos, mostrando que podem ser mais produtivos. Doadores estão melhor posicionados para o sucesso quando eles distinguem a generosidade de três outros atributos: timidez, disponibilidade e empatia.”

Segundo Grant, a timidez costuma afligir os doadores. O oposto de timidez, a assertividade, no entanto, pode ser a solução. Sendo assim, os gestores de pessoas e líderes podem ajudar seus funcionários mais generosos a serem mais assertivos, para que valorizem seus projetos pessoais tanto quanto os dos outros.

Sobre a questão da disponibilidade, Grant afirma que, à medida em que interagem com dezenas ou centenas de pessoas, inúmeros pedidos de ajuda chegam aos doadores, e estes tendem a acomodar todos, negligenciando as suas próprias responsabilidades, e deixando o tempo à mercê dos receptores. Em vez de acomodar todos os pedidos de ajuda, diz ele, os doadores precisam estabelecer limites para sua disponibilidade.

Também faz sentido para os doadores ser seletivo quanto a quem eles ajudam. Quando receptores negam solicitações, eles parecem egoístas. Mas os doadores têm mais liberdade para recusar, sem perder o respeito de seus colegas. E é essa a razão da qual gestores de pessoas e líderes podem usar para convencer os doadores a construír barreiras efetivas contra o abuso de sua própria generosidade.

A terceira armadilha que os doadores devem evitar, segundo Grant, é a empatia. Embora seja uma característica humana admirável, e muito útil, ela pode dificultar ainda mais a vida dos doadores. De acordo com Grant, se uma pessoa generosa demais for facilmente movida pela empatia para fazer favores, ela corre um sério risco de ser manipulada pelos receptores perspicazes. Não só os doadores, mas a colossal maioria das pessoas altamente empáticas tendem a colocar as necessidades dos outros à frente das próprias. E o que os gestores de pessoas e líderes podem fazer? Grant sugere que eles ensinem os doadores a assumir uma perspectiva de receptores, criando uma lista equilibrada com objetivos pessoais e pedidos de colegas, dessa forma, os interesses de uma organização como um todo serão melhor correspondidos, sem que haja prejuízos concretos de produtividade.

O professor Adam Grant é uma referência no ensino de como entender a regra da reciprocidade no mundo do trabalho. Suas considerações podem ajudar as pessoas doadoras a controlar seus impulsos generosos, de modo que possam manter sua produtividade a níveis razoáveis, tanto pessoal quanto profissionalmente. As considerações de Adam Grant também podem ajudar as pessoas receptoras a transferir menos responsabilidades para os outros, de forma que possam ser, ao mesmo tempo, mais empáticas e autônomas; orientadas, enfim, para a participação ativa e colaborativa em busca do sucesso.

Como disse Bill Gates, “há duas grandes forças da natureza humana: os próprios interesses, e cuidar do próximo”. Em todas as organizações, essas forças se unem, muitas vezes com efeitos prejudiciais. Mas, de acordo com Grant, gestores de pessoas e líderes devem estimular a reciprocidade no ambiente de trabalho, mas, antes, devem se certificar de que cuidar dos outros seja uma estratégia comum a todos, inclusive os mais ambiciosos.

“Doadores podem tornar-se confortáveis pedindo favores, bem como concedendo-lhes. O tempo pode ser poupado para os projetos dos outros, mas também protegido para os próprios. Generosidade e reciprocidade podem ser guiadas no sentido de maior impacto. E as organizações podem obter benefícios cada vez maiores a partir do princípio de dar e receber.”

Ler mais: http://www.contioutra.com/a-regra-da-reciprocidade/#ixzz4A0vcJEAb

 

Precisamos aprender a dizer não para o que não deve ser feito. A dizer sim para o resto e principalmente para o impossível, pois o impossível não é uma assertiva, mas sim um ainda não foi feito.

Qual o tipo de pessoa você pensa que é? E as suas atitudes demonstram esta realidade?

Refletir e agir conforme o que se pensa é o melhor caminho para o sucesso.

#FicaaDica

__________________________________________________________________________
Pensamentos escritos por Gustavo Rocha Giraldello
Consultoria Gustavo Giraldello – Gestão, Tecnologia e Marketing Estratégicos
 
Celular/WhatsApp/Facebook Messenger: (51) 8163.3333
Contato Integrado: gustavo@giraldello.com.br [Email, Gtalk/HangOut, Twitter, LinkedIn, Facebook]

2 comentários sobre “Somos doadores ou receptores?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s