Advogados, concorrentes entre si?

1385989042_standardSe você concorda com a frase do título sem a vírgula e com ponto de exclamação ao final, ou seja, que os advogados são concorrentes entre si, este artigo é pra você.

Advogados por natureza são combativos e gostam de um bom debate, uma boa argumentação e isto é maravilhoso. Contudo, muitos, e atualmente parece que mais ainda, transferem uma espécie de raiva, ódio pelo colega profissional e esquecem que na verdade ambos os lados lidam com clientes com posições diferentes, apenas isto.

Aliás, lembrando o nono mandamento da Advocacia:

9) OLVIDA – A advocacia é uma luta de paixões. Se em cada batalha fores carregando tua alma de rancor, sobrevirá o dia em que a vida será impossível para ti. Concluído o combate, olvida tão prontamente tua vitória como tua derrota.

E igualmente sem esquecer do sexto mandamento:

6) TOLERA – Tolera a verdade alheia na mesma medida em que queres que seja tolerada a tua.

E isto vale para a advocacia e para os negócios em si. Tanto que um dos conselhos de Warren Buffett sobre concorrentes é evitar o combate.

Divido este artigo da Época Negócios a respeito:

Aos 69 anos, Walter Kiechel é uma enciclopédia ambulante de negócios: foi editor da revista Fortune e da Harvard Business Publishing e escreveu livros como Os Mestres da Estratégia (editora Campus, 2011), sobre as “mentes brilhantes que inventaram o pensamento estratégico”. Num artigo recente para o site da Harvard Business Review, ele se lembra de um antigo encontro com o multimilionário Warren Buffett, então muito satisfeito com a compra de um jornal na cidade de Buffalo, no estado de Nova York. O motivo era simples: não havia concorrência. Foi então que um dos maiores símbolos de empreendedorismo da história confessou a Kiechel que detestava competição nos negócios – e ainda acrescentou que é um sentimento comum a todo bom homem de negócios.

A ideia de Buffett, que Kiechel compreendeu e passou a defender, é que, embora seja difícil encontrar um ramo empresarial sem concorrentes, é possível e desejável deixar de lado o sentimento de competição. Isso faz bem não só para a saúde, mas para o negócio também, diz Kiechel. Se a fixação por derrotar os “adversários” se tornar objetivo prioritário, um desempenho indesejado pode levar ao sentimento geral de autodepreciação dentro da empresa, à caça às bruxas na equipe e, principalmente, a deixar para trás os focos principais do negócio.

“Você ou os fundadores de sua empresa entraram nisso para conseguir participação, cortar custos e expor os colegas?”, pergunta Kiechel no artigo. “Espera-se – pelo menos no caso das melhores companhias – que outras ambições estejam em jogo, como talvez criar o melhor produto e cultivar uma saudável obsessão pelos consumidores e clientes. Em outras palavras, concentrar o foco em alguém a quem servir, não derrotar.”

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Inteligencia/noticia/2015/09/por-que-deixar-de-lado-competicao.html

A pergunta que não quer calar:

Qual o seu foco? O advogado da parte contrária ou o seu cliente?

No momento de lutar pelos seus objetivos, pelo resultado tão esperado, a resposta desta pergunta se torna essencial.

Quem está com foco na parte contrária observa apenas os movimentos da parte contrária e em cima dele toma decisões. Quem tem foco no cliente, sabe que a estratégia pode ou não depender de movimentos da parte contrária e foca no que quer para o seu cliente, sem precisar humilhar ou passar por cima de quem quer que seja.

O bom e velho Bom dia! / Boa tarde! / Boa noite! ou Tudo bem? Como vai? Não pode sair de moda. Cordialidade, respeito e tom de voz condizente são o básico entre dois profissionais que somente tem pontos de vista diferentes, apenas isto.

Além disto, muitos colegas atuam em áreas diferentes e podem estreitar possibilidades de parcerias para complementar áreas e atuar em clientes comuns. Isto são alianças estratégicas e o ponto nevrálgico disto é o crescimento das bancas como atuação mais direcionada nas necessidades do próprio cliente.

#PenseNisto e comece a agir de forma a considerar o seu colega um possível parceiro de negócios ou se não for viável, um respeitável defensor dos interesses do cliente dele.

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Artigo escrito por Gustavo Rocha

GustavoRocha.com – Consultoria em Gestão e Tecnologia Estratégicas

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Contato Integrado: gustavo@gustavorocha.com [Email, Gtalk/HangOut, Twitter, LinkedIn, Facebook, Instagram, Youtube]

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