Salário é o que realmente importa? #DepartamentoasQuintas

reconhecimentoSe você ganhasse a partir do próximo mês reajustes seguidos que no máximo em 3 anos você estaria com um salário de vinte mil reais por mês, o que você acharia?

Muitos diriam: Quem tenho que matar pra isto?

Outros tantos: Nossa isso é irreal, nunca iria acontecer.

Outros ainda poderiam desdenhar dizendo que não serve e queriam mais.

Interessante analisar estas formas de pensar. Divido com case prático disto publicado na revista Época Negócios:

 

Há três meses, o executivo Dan Price, fundador e CEO da empresa de processamento de compras com cartão de crédito Gravity Payments, tomou uma decisão inédita. Dar um salário mínimo de US$ 70 mil por ano (aproximadamente R$ 241 mil, ou R$ 20 mil por mês) para seus funcionários. Conforme anunciou, o aumento seria dado gradualmente nos próximos três anos. Para isto, ele abriria mão de um bônus de US$ 1 milhão e cortaria o seu próprio salário. Na época, ao jornal The New York Times, Price afirmou que “o bem-estar de seus empregados é mais importante que seu pagamento” – mas, também, ganhou publicidade para si mesmo e sua empresa. A medida chamou a atenção do mundo – talk shows entrevistaram Price, recrutadores o procuraram, ele recebeu diversos currículos, virou case de professores de negócios de Harvard e foi definido como um “thought leader”, algo como um “líder visionário”. Ele até recebeu pedido formal de casamento. 

Se o marketing foi positivo fora da empresa, não é possível dizer que o mesmo efeito repetiu-se internamente. Em nova reportagem, o The New York Times relata quais os efeitos que essa medida trouxe para os funcionários da Gravity Payment. E a conclusão não é das mais animadoras. Para começar, a Gravity recebeu uma enxurrada de emails, posts de Facebook e ligações. Se por um lado o interesse por uma pequena empresa de 120 funcionários foi animador, por outro causou exaustão e distração. “Com tantos olhos na firma, alguns esperando testemunhar algum fracasso, a pressão era intensa”, afirma o jornal.

Pior: alguns clientes deixaram a empresa, após ficarem receosos com a medida, que definiram como uma “declaração política”, em um momento que os Estados Unidos travavam um intenso debate sobre salários mínimos e se discutia a enorme desigualdade social que persiste no país. Outros clientes também romperam contratos por acreditarem que o aumento do salário mínimo traria custos a longo prazo – o que acabaria trazendo consequências para eles também –  algo que Dan Price fez questão de desmentir desde o começo.

Portanto, ao mesmo tempo em que “dúzias de clientes” foram atraídos e buscaram contrato com a empresa, outros não a deixarão já a partir do ano que vem. Para lidar com esse alto fluxo, Price teve que contratar mais de uma dezena de funcionários – e que, agora sim, significam um custo alto – e “luta para saber se é necessário contratar mais sem saber ao certo quanto tempo a bonança durará”. 

Porém, uma das consequências que mais pesou  foi o pedido de demissão de dois importantes funcionários, alguns dos mais valorizados por Price. De acordo com o NYT, eles pediram demissão por acreditarem que o aumento era injusto. A elevação salarial seria válida mesmo para as novas contratações, enquanto membros do administrativo que estavam há bastante tempo na empresa, por exemplo, teriam aumentos pequenos ou quase nenhum acréscimo em seus salários. Maisey McMaster, de 26 anos, foi das profissionais que deixou a companhia. Há cinco anos na empresa trabalhando na área financeira, ela afirma ter trocado muitas horas ao lado do marido e da família pela empresa. “Há uma cultura especial aqui”, onde as pessoas “trabalham e jogam duro”.

De início, ela ficou animada com o aumento do salário, mas, depois, começou a pensar a melhor e passou a remoer aquela medida. “Ele deu um aumento grande para as pessoas que têm menos habilidades e são as menos preparadas – e aqueles que são mais exigidos não receberam muito”, afirmou ao NYT. Para ela, um aumento justo viria através de pequenos acréscimos e bônus salariais, com a oportunidade de o funcionário ganhar, no futuro, um salário correto por ter uma maior experiência. Dois dias após o anúncio de Price, ela afirma ter procurado o chefe. “Ele me tratou como se eu fosse egoísta e só estivesse pensando em mim. Aquilo realmente me doeu. Eu não estava falando só por mim, mas por qualquer um que estivesse na mesma posição”.  

Após o estranhamento, ela pediu demissão. Outro funcionário também disse ao jornal ter se sentido desconfortável por ter o salário divulgado publicamente – o que causou uma mudança de perspectivas e expectativas das pessoas com relação a ele. Era como se agora eles pudesse conceder empréstimo a familiares ou tivesse a obrigação de dar uma gorjeta no café perto da empresa. Além disso, houve aqueles funcionários que se sentiram mais pressionados com o aumento. “Será que faço meu trabalho bem o suficiente para merecer ganhar isso?”, afirmou Stephanie Brooks, de 23 anos, que entrou na Gravity na área administrava dois meses apenas antes de Price anunciar a medida. 

Alguns amigos e vários empreendedores de Seattle também chamaram a atenção de Price, afirmando que sua medida seria algo “mesquinho”, um desrespeito aos próprios funcionários. Além de tudo isso, duas semanas após o anúncio, o irmão de Price e cofundador da Gravity, Lucas Price, citando ter diferenças com Dan há muito tempo, entrou com um processo contra a empresa.

Price, no entanto, parece não ter se abatido e promete manter-se firme. Ele afirmou que quer continuar lutando pelas ideias que o levaram a lançar essa nova política salarial. “A desigualdade de salários tem sido direcionada para o caminho errado. Eu quero continuar lutando pela ideia de que, se alguém é inteligente, trabalhador e faz um bom trabalho, ele tem todo o direito de viver uma vida de classe média”, disse. 

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Dilemas/noticia/2015/08/descontentes-funcionarios-de-ceo-que-aumentou-salario-minimo-de-empresa-para-r-18-mil-se-demitem.html

 

Interessante não?

E voltamos aquela máxima que é certeira ao meu ver: Tratar a todos de forma igual só gera desigualdade, pois somos desiguais.

E não somente para salário, o mesmo vale quando pensamos em alianças estratégias ou parcerias, onde querem sempre dividir meio a meio. Sempre alguém fará a parte maior do trabalho e será recompensado a menor.

Se somos 7 bilhões de pessoas no mundo e todos temos digitais e íris diferentes, porque achar que tratando a todos de forma igual atingiremos a igualdade?

E em relação a carreira, temos que pensar em todas as variáveis… Tempo de empresa, conhecimento, experiência anterior e dentro da empresa, proatividade, visão, atenção, trabalho desempenhado, enfim, tudo que forma o ser que atua dentro do seu negócio.

Como colocar todos num patamar igualitário?

Estaríamos matando a criatividade, a inovação, a ambição que forja o ser humano pra frente. Porque inovar se tenho o mesmo patamar de quem fica parado ou de quem apenas faz suas tarefas?

Não faz sentido.

Numa empresa alguns serão líderes, outros liderados. Alguns serão criativos, outros apenas subordinados. Alguns irão fazer a diferença e outros farão o trabalho para que a empresa se desenvolva no dia a dia.

E todos são importantes no crescimento do negócio, sem sombra de dúvidas. Cada qual no seu papel.

E qual é o seu papel no negócio hoje?

Quais os diferenciais que está criando para que o retorno seja maior que o mercado?

Ótimo que esteja insatisfeito com o que está recebendo, sinal que tem ambição dentro de ti. Contudo, o que pode fazer a diferença é a tua atitude diante disto.

Achar que tudo está perfeito porque o teu trabalho é o melhor do mundo e não é reconhecido é presunção. Se é tão bom assim, monte o seu negócio e vá ser feliz, lidando com funcionários, clientes, contas, salários e tudo que envolve a administração de um negócio.

Se faz um bom trabalho e pensa que merece reconhecimento, batalha por isto, mostra o trabalho a direção e questiona o crescimento. Sobram vagas para bons profissionais, tanto que muitos são buscados dentro do trabalho que estão.

Pare de reclamar e ponha as mão na massa!

Salário não é tudo nesta vida e sua ambição e satisfação de trabalho podem ser os elementos que faltam na equação do trabalho ser igual a felicidade.

#PenseNisto

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Artigo escrito por Gustavo Rocha

GustavoRocha.com – Consultoria em Gestão e Tecnologia Estratégicas

Celular/WhatsApp/Facebook Messenger: (51) 8163.3333

Contato Integrado: gustavo@gustavorocha.com [Email, Gtalk/HangOut, Twitter, LinkedIn, Facebook, Instagram, Youtube]

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