Os principais desafios do mercado jurídico brasileiro: Tecnologia e Processo Eletrônico

2015-1

Este é um artigo que será publicado em Junho em uma revista especializada de gestão e marketing jurídico na Argentina e que particiono em 5 artigos menores para este nosso espaço.

Curta um artigo diferente sob o prisma dos desafios do mercado jurídico brasileiro!

Hoje, tecnologia e processo eletrônico.

Tecnologia

Guarde bem esta frase: Tecnologia somente vale a pena se for útil. Não adianta ter o melhor software do mercado se você for usar menos 30% dele.

Aliás, muitos clientes me demonstram esta realidade, a trocar softwares que usam 30% a 40% por outros que usarão uma média acima dos 80%. Só nos últimos 5 anos, mais de 70% dos meus projetos aconteceram com esta realidade presente.

Quer dizer, não se preocupe em comprar o mais caro ou que tem mais recursos. O que realmente importa quando o assunto é software jurídico é o que realmente ele faz que é útil e presta para o seu negócio. O resto não servirá a você, mas para outros clientes. Então, não é útil.

Outro ponto essencial: Suporte. Se for longe, não atender com brevidade, esqueça. Lembre-se da regra dos contratos: Porque se faz um contrato? Para quando der tudo errado. Se fosse para quando tudo está bem, não seria necessário.

Com um mercado de software aquecido, com inúmeros para escolher, qual o melhor? Aquele que melhor se adapta a sua gestão. Primeiro pense em gestão, depois em sistema. Se inverter esta ordem, não irá funcionar.

Processo Eletrônico

Para muitos o maior problema do mundo. Na verdade, apesar de concordar que o processo eletrônico tem suas mazelas, temos que lembrar que o mesmo é o meio de se comunicar com o judiciário e não uma mudança na advocacia em si.

Precisamos compreender mais sobre java, certificação digital, navegadores? Sim.

Precisamos mudar nossa forma de advogar? Depende.

Precisamos depender do processo eletrônico? Não.

Você precisa gerenciar o seu escritório independente do processo eletrônico. O software do processo eletrônico pertence ao judiciário e não a você. Então, não dependa do judiciário – que pode excluir, mudar, acabar com dados – dependa de você, sua gestão e sua tecnologia.

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Artigo escrito por Gustavo Rocha

GustavoRocha.com – Consultoria em Gestão e Tecnologia Estratégicas

Celular/WhatsApp/Facebook Messenger: (51) 8163.3333

Contato Integrado: gustavo@gustavorocha.com [Email, Gtalk/HangOut, Twitter, LinkedIn, Facebook, Instagram, Youtube]

Web: http://www.gustavorocha.com

3 comentários sobre “Os principais desafios do mercado jurídico brasileiro: Tecnologia e Processo Eletrônico

  1. O dito processo eletrônico não deveria ter mazelas, com certeza se houvesse projetos de sistemas, segurança e principalmente gestão de mudanças.

    Simplesmente trocaram o papel por documentos eletrônicos imagem que só serve para ler e economizar espaço de armazenamento.

    O dito PJe é como se diz no vernáculo dos programadores um “Bacalhau” cheio de remendos e sem suporte de documentação enfim um workflow para que os advogados, serventuários e operadores possam manipular os autos eletrônicos. Zero ganho de produtividade pela mudança abrupta e aumento exponencial de vulnerabilidades.

    Tanto é verdade que o estoque de processos não diminui só cresce pois magistrados não tem nenhuma ferramenta de produtividade para o processo de cognição.

    Em projeto de análise do risco jurídico para empresa de eletricidade, pesquisa preliminar entre togados dos Juizados Especiais aferiu opinião unanime de que a empresa havia transferido o SAC para o Tribunal.

    A cultura do papel se perpetua em documentos eletrônicos na medida que o código dos ritos foi feito para tramitar papel não documentos eletrônicos.

    O problema é de produtividade: se o Juiz de Direito não consegue CONHECER para julgar nos prazos da lei para decidir e julgar devido ao gigantesco volume de processos que assomavam em papel, porque o fará mais rápido e melhor na tela do computador? Não faz não fara sendo que nas instâncias superiores tem muita negação do Juiz natural utilizando técnicos judiciários quando muito para fazer a cognição que poderia ser eletrônica.

    Tenho dito.

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