9 tendências mundiais que afetam profissionais estratégicos

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Muito se afirma que além de profissionais, devemos ser estratégicos, e complemento afirmando que ser estratégico é muito mais do que a própria estratégia em si, trata-se de inteligência emocional, comportamento, visão de vida, experiência, entre outros.

Divido o artigo publicado na Exame.com com comentários em azul.

1. Transição da ética social

Se a conduta de ordem antigamente era cumprir deveres impostos, hoje a satisfação individual vem em primeiro lugar. E é o que molda escolhas profissionais. A transição é de uma ética ancorada no dever para a ética com foco no prazer, na satisfação.

As pessoas querem trabalhar em empresas que compartilhem seus valores e proporcionem atividades que façam sentido para elas.

Na prática, as organizações são postas em xeque quanto à sua capacidade de reter profissionais. “Missão e visão estratégicas não são mais suficientes. As empresas precisam ter um propósito inspirador que acesse a dimensão emocional de colaboradores e clientes”, explica.

Em um ambiente que busca satisfação, planos de carreira, incentivos, respeito e principalmente boa comunicação são essenciais.

Como você faz isto na sua empresa?

2. Novas configurações familiares

O modelo de família tradicional – com pai, mãe e filhos – dá espaço a novos formatos: casais homossexuais, casais sem filhos, casais em que o bicho de estimação é como um “filho”, idosos, solteiros morando sozinhos ou com os pais etc.

Essa mudança tem impacto visível na economia, segundo Motta, sobretudo em mercados como o imobiliário, automotivo, de alimentos e serviços.

“Antes as empresas classificavam seus consumidores por fatores sociais como renda, faixa etária e estado civil. Hoje, a vanguarda é segmentar mercados por comportamento de consumo”, diz o especialista.

Você conhece seu público alvo? 

Você permite um ambiente sem comportamentos racistas ou sectários? Você se considera livre de preconceito?

Importante refletir como você se porta para cobrar da equipe a mesma postura.

3. Urbanização descentralizada

“Um terço do crescimento mundial até 2020 será nas cidades médias de países emergentes”, diz Daniel Motta. Com isso, novos espaços de trabalho surgem para profissionais. Do ponto de vista das empresas, o desafio é a capilaridade da cadeia de produção.

“Estamos falando de municípios com até 250 mil habitantes, o que, de muitas vezes, inviabilizava uma estratégia eficiente de varejo”, diz Motta.

Cidades médias pedem estratégias adequadas ao seu tamanho. Um exemplo de erro de estratégia é visível no setor de shoppings, segundo Motta. “Empresas construíram shoppings enormes em cidades menores”, diz. Resultado: espaço para locação vazio e prejuízo à vista.

Mais uma vez é necessário conhecer o público alvo, quem pode adquirir o seu serviço e a real necessidade dele – serviço – no mercado.

Não existe mais apenas a sua cidade e arredores. O Brasil é apenas o início, numa era de virtualização, processo eletrônico e redes sociais.

4. Big Data

A capacidade de trabalhar com grande volume de dados externos variados e que chegam em grande velocidade já é uma realidade tecnológica. “As grandes empresas já estão usando”, diz Motta.

O Big Data, explica, é fundamental para quem quer apresentar serviços e produtos adequados à necessidade do consumidor.

Antes, bastava conhecer papel e uma máquina de escrever. Hoje, precisa conhecer internet, java, processo eletrônico, windows, mac, sistemas operacionais, navegadores… E no futuro, quem não dominar tudo isto e mais um pouco, ficará fora do mercado.

O BigData Jurídico já existe e quem não o vê pode ficar a mercê daquilo que sobra de quem se preparou para esta realidade.

5. Arena competitiva digital

Em tempos de convergência tecnológica, ganha quem estiver com sua plataforma digital acessível 24 horas por dia. “E, melhor do que lançar o produto perfeito, é lançar logo”, diz Daniel Motta.

Não podemos ter aventura no universo jurídico, mas a atualização real, rápida e eficiente é um diferencial importante e competitivo.

6. Terceira Revolução Industrial

Descrita pela revista The Economist, a Terceira Revolução Industrial, que começou nos anos 2000, marca a capacidade de personalização dos produtos, graças a novas tecnologias, insumos e processos.

“Se as revoluções de 1760 e 1830 criaram o paradigma da produção massificada, a terceira revolução industrial traz outro modelo mental: o da customização massificada”, explica Motta. Assim, é possível continuar tendo grande escala de produção mesmo fazendo produtos diferentes.

Na área jurídica, temos os escritórios de massa com atendimentos personalizados ou escritórios butique, não é mesmo?

Você se enquadra neste papel aonde?

Sêneca, antes de Cristo já sabia que se você não sabe para aonde está indo, nenhum vento poderá lhe ser favorável. Então, mãos a obra para o seu projeto de negócio!

7. Ecossistemas produtivos

As relações de produção são complexas e cruzadas. “Hoje em dia, é possível encontrar uma joint venture entre dois concorrentes, por exemplo”, explica Motta.

Neste cenário distante da tradicional cadeia linear de produção, é preciso ter capacidade para gerenciar estas redes que envolvem parceiros, fornecedores, distribuidores, consumidores, concorrentes, institutos e indivíduos.

Conceitos como o de co-criação de produtos surgem neste cenário, como nova alternativa de inovação, com clientes e fornecedores participando do processo desde o seu início.

Escritórios de advocacia são concorrentes?

Nem sempre o são, e muitas vezes podem ser aliados fortes na captação de clientes.

Reveja seus conceitos, se esta realidade não lhe é clara!

8. Retomada oriental

Responsáveis por mais 50% do PIB mundial até 1800, potências orientais voltam a assumir papel de destaque. China e Índia despontam como protagonistas na economia mundial.

Há um impacto de natureza comercial importante, segundo Motta. “Em algum momento da cadeia há, ou haverá, um parceiro de negócios chinês ou indiano”, diz.

Ele também cita a mudança na maneira de se fazer negócios. “Nas relações contratuais, as regras mudam porque são jeitos diferentes de lidar com a relação comercial”, diz.

Saber como a economia mundial se posiciona faz toda diferença, uma vez que as empresas hoje são globais, mesmo estando locais.

9. Capitalismo Estatal

“Em países como Brasil, Rússia, Índia, México, Tailândia, Cingapura, o Estado não é um mero regulador do mercado, é um agente econômico que investe pesado”, explica Motta.

BNDES, fundos de pensão estatais, empresas estatais são exemplos brasileiros. “No Brasil não dá para pensar em empresa sem olhar para o governo”, diz ele.

O lado positivo, diz, é que a visão é de longo prazo com projetos de 20, 30 anos. “Já a parte negativa e perigosa ocorre quando estatais e fundos começam a desenvolver relações corruptas ou agem para inibir a atividade privada. Aí, ninguém consegue competir com eles”, diz.

Fonte do artigo: http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/9-tendencias-mundiais-que-afetam-profissionais-estrategicos

Quer goste ou não, o governo é parte da sua vida, seja incentivando, seja atrapalhando, seja na captação de impostos, seja no suposto retorno dos impostos. Então, aprender a ver seus movimentos e dançar a música deles com batalhas privadas é essencial.

Enfim,

Para sermos estratégicos em um ambiente competitivo e de mercado, conhecer seus elementos, unir forças e estabelecer relações ganha ganha é um caminho vitorioso, não é mesmo?

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Artigo escrito por Gustavo Rocha

GustavoRocha.com – Gestão e Tecnologia Estratégicas

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