Fábulas da guerra diária

pedra-no-caminhoSomos guerreiros, não é verdade?

Lutamos diariamente pelo sucesso, queremos mais e mais, aprendemos, acertamos, erramos, enfim, batalhamos.

Ocorre que nesta batalha da vida, nem sempre buscamos superação, as vezes queremos apenas o resultado, queremos o sucesso sem antes compreender os meandros que levam a ele.

Uma história de Paulo Coelho nos demonstra bem este fato:

 

Treinamento do Guerreiro

Os guerreiros ninjas vão para o campo; o milho acabou de ser plantado. Obedecendo ao comando do treinador, pulam por cima dos locais onde as sementes foram colocadas.

Todos os dias os guerreiros ninjas voltam para o campo. A semente se transforma em broto, e eles saltam por cima. O broto se transforma em uma pequena planta, e eles saltam por cima.

Não se aborrecem. Não acham que é perda de tempo.

O milho cresce, e os saltos se tornam cada vez mais altos. Assim – quando a planta está madura – os guerreiros ninjas ainda conseguem saltar sobre ela. Por quê? Porque conhecem bem seu obstáculo.

Mas existe gente que não age assim: quando o problema é pequeno, não dão importância; e quando o problema cresce, sentem-se incapazes de superá-lo.

(Paulo Coelho)

 

O mesmo acontece no dia a dia das empresas e escritórios: Pequenos problemas são relevados a segundo plano e quando eles crescem, querem soluções milagrosas, rápidas e indolores.

Quem gosta de ilusão é mágico!

Antes de se iludir achando que tudo está bem e nada mudará, observa o negócio, compreende como as pessoas estão agindo em prol da empresa, compreende os processos internos e busca – antes de tudo – ser racional e cortar o mal pela raiz.

E neste sentido, mais uma fábula:

 

As Duas Cachorras

Numa casa havia duas cachorras. Uma falsa e mentirosa, a outra, sincera e de muito bom coração. Um dia a falsa foi pedir ajuda à amiga e companheira de moradia.
– Comadre, meus filhos estão para nascer. Será que você me cederia um cantinho da sua casa para que eu possa tê-los em segurança?
Comovida, a cachorra generosa permitiu que a outra se instalasse.
– Como minha casa não é grande, você fica sozinha com ela e eu me ajeito por aí até que seus filhos nasçam.
– Obrigada, minha amiga – agradeceu falsamente comovida a falsa.
A dona da casa dormiu três dias na rua. No quarto dia, ela voltou.
– Agora que seus flhos nasceram, eu quero minha casa de volta.
– Oh, mas veja como eles são bichinhos tão fraquinhos. Deixe-me ficar mais uma semana.
– Está bem, mas só mais uma semana.
Decorrido o prazo, lá veio outra desculpa esfarrapada:
– Meus filhos ainda estão muito pequenos, dê-me mais um mês. E cada vez que a cachorra boa voltava, a malandra pedia mais tempo até que um dia, quando voltou a pedir que devolvesse sua casa, deu de cara com sete cães enormes que lhe arreganharam os dentes. Eram os filhotes da cachorra má que já haviam crescido.
– Você quer sua casa? Pois venha tomá-la.
E pularam no pescoço da cachorra boa, sangrando-lhe até a morte.

MORAL DA HISTÓRIA
Expulsa o mal da tua casa e da tua vida antes que ele se fortaleça.

(Nicéas Romeo Zanchett)

 

Deixar as situações ruins se espalharem é mais do que um erro, é burrice.

Precisamos ser objetivos e enérgicos em atitudes.

Isto não significa demitir todas as pessoas, muito menos ser rude ou grosseiro, mas significa com clareza não ser complacente, nem por demais bonzinho (sem razão de sê-lo).

A razão deve ser imperiosa em nossas decisões e precisamos combater os pequenos problemas do dia a dia de forma clara e rápida.

Por exemplo:

+ Funcionário que chega sempre atrasado – deixar isto persistir sem uma conversa, talvez até troca de horário ou mesmo – se persistir – uma advertência é ser bonzinho demais.

+ Produtividade muito baixa – Se o escritório dá os elementos para que a produtividade seja boa e razoável nas metas, a não produção deve ser analisada, conversada de forma individual e verificar se o colaborador deve ou não estar na equipe, caso não consiga se adequar ou produzir a contento.

+ Crescimento – Em cada local precisamos de pessoas que queiram crescer e algumas poucas que aceitem ficar como está, uma vez que nem todos tem ambição. Mas, em ambos os casos, a empresa deve estar preparada para ajustar estas pessoas e buscar ofertar crescimento e possibilidades de maiores ganhos, senão não acontece a retenção de talentos.

Ou seja,

Se alguém está insatisfeito, se tem baixa produtividade ou ainda se não cumpre as regras e a liderança deixa tudo como está, em pouco tempo muitos serão os insatisfeitos e mais ainda aqueles que seguirão os péssimos exemplos.

Analise e resolva desde o início e as coisas se ajustarão.

Exatamente como diz a fábula do Guardião do Castelo:

 

Certo dia num mosteiro zen-budista, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto. O grande Mestre convocou, então, todos os discípulos para determinar quem seria o novo sentinela. O Mestre, com muita tranquilidade, falou:

– Assumirá o posto o primeiro monge que resolver o problema que vou apresentar.

Então, ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo e disse apenas:

– Aqui está o problema!

Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro. O que representaria?! O que fazer?! Qual o enigma?! Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e???
ZAPT!! destruiu tudo, com um só golpe. Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse:

– Você será o novo Guardião do Castelo.

MORAL DA HISTÓRIA:

Não importa qual o problema. Nem que seja algo lindíssimo. Se for um problema, precisa ser eliminado. Um problema é um problema.

 

Se um problema é um problema, não importando o quão bonito ele seja, vamos resolver de plano, para não ficarmos com um engano.

#FicaaDicaemRima

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Artigo escrito por Gustavo Rocha

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