Computação nas nuvens

Muito se fala em manter dados na nuvem, estar on line, ter tudo disponível em todos os lugares, a exemplo do artigo de ontem do nosso portal sobre o dia da internet.

Agora, segurança on line, bem como dicas de como usar melhor estes serviços nem sempre são assuntos bem divulgados.

Vamos abordar estes dois pontos:

Segurança on line

Cuidado com o que se posta na internet, já diz o ditado atual. Uma verdade. Desde fotos íntimas, até artigos, petições, etc.

O motivo principal: Tudo que se posta na internet fica. Seja num servidor, seja noutro, seja no seu próprio. Um artigo seu, mesmo que antigo, pode ser localizado por buscadores ou até mesmo por um usuário que está pesquisando no seu site.

Ou seja, uma opinião muito forte, polêmica ou de dúbia interpretação pode não ser uma boa ideia.

Além disto, temos a privacidade. Recentemente o Google lançou um serviço que irá substituir o Google Docs, dizendo que neste novo serviço, quem colocar lá seus arquivos, transfere ao Google a sua propriedade, podendo o Google fazer o que bem entender com os arquivos, inclusive alterar eles. Na minha ótica, um problema sério de privacidade.

Lógico, tem quem não se importe com isto, mas cada um com sua opinião.

Outra questão importante no quesito segurança: Senhas. Use senhas de no mínimo 8 dígitos, com letras e números e se possível com caracteres especiais. Quanto mais difícil, melhor.

Existe segurança 100% na web? Lógico que não. Mas, não temos isto nem no nosso computador… Basta estar conectado na internet e pronto, podemos ser alvo…

Dicas de Serviços 

Um interessante artigo do Conjur fez um apanhado de dicas que reproduzo em parte abaixo. Para ler na íntegra, clique aqui.

 

Na verdade, a computação em nuvem não é uma tecnologia inteiramente nova. Quem usa serviço dee-mail baseado na Web, como gmail (Google), Hotmail, Yahoo, MSN e similares, já utiliza a computação em nuvem. Quando alguém faz uma busca no Google, entra na “na nuvem”. A mesma coisa acontece quando faz uma compra na Amazon.com. A diferença, agora (ou ultimamente), é que a computação em nuvem se popularizou e abriu o seu leque de utilidades. Passou a abarcar, por exemplo, uma variedade de serviços que antes demandavam o trabalho de equipes de TI (Tecnologia da Informação) — ou dos especialistas em computação do escritório ou da organização. Alguns sites na internet oferecem explicações esparsas (aqui consolidadas) sobre o que a computação em nuvem pode fazer para todos — e, particularmente, para os advogados: 

Novidades e utilidades 
Onipresença virtual — A capacidade de estar em todos os lugares, onde haja uma conexão com a internet. Todos os dados (documentos, apresentações, planilhas, e-mails, etc.), hoje armazenados no disco rígido de um computador (ou no servidor do escritório) podem ser armazenados na nuvem. E podem ser acessados pelo usuário em qualquer lugar, a qualquer momento, em qualquer computador, tablet ou telefone inteligente (smartphone). Em outras palavras, tudo que um advogado pode acessar nos computadores do escritório, pode acessar em casa, nos tribunais, nos hotéis, nos aeroportos e, se não tiver um computador disponível, nas LAN houses, cyber cafés, bibliotecas, computadores emprestados, em qualquer parte do mundo, a qualquer hora. 

Colaboração virtual à distância — O armazenamento de dados em nuvem permite a advogados, em cidades distantes, em qualquer parte do mundo (onde haja uma conexão com a internet), revisar juntos um documento, fazer correções e editá-lo, como se estivessem sentados lado a lado no escritório. 

Economia com programas (softwares) — As firmas não precisam comprar uma variedade desoftwares ou licenças de softwares ou, ainda, atualizações de softwares, para cada membro da equipe. Nem precisam se preocupar com sistemas operacionais. Os sistemas de computação em nuvem disponibilizam a todos os computadores das organizações acesso a uma grande variedade desoftwares e aplicativos. Softwares e muitos aplicativos passam a viver na nuvem — e não no ambiente local de computação. As firmas de advocacia devem se certificar de que as empresas prestadoras de computação em nuvem dispõem dos softwares e aplicativos necessários, para que seus sistemas possam operar e funcionar como precisam e devem. Isso acertado, todos os membros da equipe, com acesso à nuvem, terão acesso a todos os softwares e dispositivos disponíveis, onde quer que estejam, a qualquer hora, sem depender de sincronização de mídias removíveis. 

A acessibilidade aos softwares se dá através de uma “interface de programação de aplicativos” (API — Application Programming Interface). Essa interface permite que as máquinas interajam com ossoftwares na nuvem, da mesma maneira que a velha conhecida “interface com o usuário” facilita a interação entre as pessoas e os computadores. Existem aplicativos especiais para firmas de advocacia, que serão apresentados na próxima reportagem da Conjur sobre o tema. 

Economia com manutenção — As empresas que prestam serviços de computação em nuvem se encarregam de manter o funcionamento do sistema e a disponibilização de softwares e de suas atualizações. Isso elimina, em grande parte, a necessidade de suporte técnico prestado por equipes de TI ou especialistas em computação, para manutenção de toda a infraestrutura. E também elimina necessidades de compra de softwares — tanto de novos softwares que são lançados no mercado, como de novas versões de softwares existentes. 

Para vender seus serviços às firmas de advocacia, as fornecedoras desse serviço argumentam que a computação em nuvem, administrada por elas e não pelos escritórios, dão muito tempo para os advogados se concentrarem na prática da advocacia. 

Economia com equipamentos (hardware) — A grande novidade aqui, é que há uma troca de despesa de capital por despesa operacional. Na computação em nuvem, a firma “aluga” um espaço nos computadores das empresas que prestam esse serviço, em vez de comprar novos computadores com processadores mais potentes e mais rápidos, com mais espaço em disco rígido e mais memória para rodar o sistema e arquivar seus dados. Ao contrário, a firma pode comprar computadores mais simples e mais baratos — ou manter os que já tem por mais tempo — porque todo o peso de armazenamento e processamento vai para a nuvem. Na verdade, o requisito mínimo para operar na nuvem é o de apenas um terminal de computação simples e barato (mais monitor, teclado e mouse), com capacidade suficiente apenas para rodar o middleware (o softwareintermediário), que vai fazer a conexão com o sistema em nuvem pela internet. A economia de custos é significativa. 

Poder de processamento — O site HowStuffWorks, explica que cientistas e pesquisadores trabalham, frequentemente, com cálculos tão complexos, que levaria anos para processá-los em computadores particulares. Se o sistema de computação em nuvem é um sistema de computação em grade, eles podem enviar os cálculos para serem processados na nuvem. O sistema utiliza todos os computadores da computação em nuvem (no back-end) disponíveis para processar os cálculos dos usuários (no front-end), em velocidades significativamente maiores. 

Preocupações e precauções
Propriedade dos dados
Há mais uma questão “nebulosa” na computação em nuvem: a quem pertencem os dados armazenados na nuvem? À organização que contrata o serviço de computação em nuvem ou à organização que presta esse serviço? É fácil dizer que, obviamente, pertence à organização que coloca seus dados na nuvem. Mas, segundo alguns especialistas, essa é uma questão que ainda não está juridicamente definida. Nenhuma firma de advocacia deixará, entretanto, de colocar uma cláusula no contrato que deixe claro a quem pertencem os dados, caso haja uma disputa. 

Segurança
Esse é um fator que preocupa executivos de algumas organizações, especialmente firmas de advocacia, quando pensam que seus dados não são guardados a sete chaves. As fornecedoras de serviço de computação em nuvem argumentam que os níveis de segurança de seus sistemas são certamente maiores do que os de seus clientes. Além disso, elas dependem de suas boas reputações para sobreviver e não vão conseguir isso permitindo falhas na segurança. 

Mas essa é uma questão essencial, principalmente quando se trata da segurança de documentos de contencioso. A Comissão de Ética da American Bar Association (ABA) está discutindo a questão da segurança de dados confidenciais de clientes, armazenados na nuvem, em vista das responsabilidades éticas dos advogados. Comissões de ética das seccionais dos estados também estudam o assunto, para emitir pareceres e diretrizes sobre o uso de computação em nuvem por advogados. 

Curiosamente, a segurança é maior quando as organizações instalam terminais simplificados em seus sistemas, explica o HowStuffWorks. Para roubar nomes de usuário e senhas, os hackers usam um programa chamado key logging, que grava as teclas que foram apertadas. Em um terminal simplificado, os hackers não conseguem instalar esse programa, porque ninguém consegue instalar programa algum. 

Privacidade
É outro fator a ser discutido. O sistema precisa criar técnicas de autenticação, através de nome de usuário e senha, por exemplo. E, provavelmente, criar níveis de permissão para acesso à nuvem, em que cada usuário possa acessar apenas os softwares, aplicativos e dados que lhe são autorizados pela firma. Por enquanto, a ABA aceita a ideia de que atividades computacionais na nuvem, como a de troca de e-mails, não são diferentes das que se dão por outros meios eletrônicos, no que se refere à privacidade ou confidencialidade. 

Custos de aplicativos
Muitos aplicativos são gratuitos. Outros, não. É preciso esclarecer, antes de assinar o contrato, o que é gratuito e o que não é. Os aplicativos que não forem gratuitos só devem ser pagos pelo tempo de utilização. Mais uma vez, não é necessário pagar por uma licença integral para uso de software. 

Conexão à internet confiável
Se a conexão cai a toda hora, todo o sistema “sai do ar” a cada vez que isso acontece. Os documentos da firma ficam “perdidos no espaço” (ou na nuvem), até que o contato com a terra seja restabelecido. Tem de haver um “plano B”, para essas circunstâncias. Esse plano poder ser um sistema misto no início, em que a firma adota toda a utilidade da computação em nuvem (especialmente a mobilidade), mas mantém seus atuais sistemas em funcionamento, porque o seguro morreu de velho. 

 

Realmente, ainda temos muito a evoluir em dados on line. Mas, é uma realidade que não podemos ficar distantes.

Qual a sua experiência com dados on line? Divida conosco!

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Sócio da Consultoria GestaoAdvBr

http://www.gestao.adv.br gustavo@gestao.adv.br

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