Ninguém é Substituível, por Polliana Giraldello

Hoje, cedo este espaço para minha amada esposa Polliana Giraldello com o seu artigo Ninguém é Substituível. Aproveitem!

A morte da cantora e atriz Whitney Houston, no sábado, 11/02/2011,causou uma comoção mundial no último fim de semana, como pudemosacompanhar nas principais redes sociais e veículos de comunicação.
Quem não se lembra do filme “O guarda costas” e a memorável música “ Iwill always love you”?
Para mim, foi impossível, frente ao ocorrido, não lembrar daquele e-mailque volta e meia circula na internet, com uma parábola motivacional/profissional que colaciono abaixo, de autoria desconhecida:
“NINGUÉM É SUBSTITUÍVEL!!!
Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com suaequipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada umameaça: “ninguém é insubstituível”!
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, uns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
– Alguma pergunta?
– Tenho sim. E Beethoven?
– Como? – o encara o diretor confuso.
– O senhor disse que ninguém é insubstituível e quemsubstituiu Beethoven?
Silêncio…
O funcionário fala então:
– Ouvi essa história esses dias, contada por um profissional que conheço e acheimuito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos,reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peçasdentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por nolugar. Então, pergunto: quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna?Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley?Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein?Picasso? Zico?
O rapaz fez uma pausa e continuou:
– Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabemfazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, mostraram que sãosim, insubstituíveis. Que cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talentodirecionado para alguma coisa. Não estaria na hora dos líderes das organizações
reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talentoda sua equipe, em focar no brilho de seus pontos fortes e não utilizar energia emreparar seus “erros ou deficiências”?
Nova pausa e prosseguiu:
– Acredito que ninguém se lembra e nem quer saber se BEETHOVEN ERA SURDO ,se PICASSO ERA INSTÁVEL, CAYMMI PREGUIÇOSO, KENNEDY EGOCÊNTRICO,ELVIS PARANÓICO… O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias,obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seustalentos. Mas cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipe evoltar seus esforços, em descobrir os PONTOS FORTES DE CADA MEMBRO. Fazerbrilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto. Divagando oassunto, o rapaz continuava:
– Se um gerente ou coordenador, ainda está focado em ‘melhorar as fraquezas’ desua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de ‘técnico de futebol’, que barrariao Garrincha por ter as pernas tortas; ou Albert Einstein por ter notas baixas naescola; ou Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todosesses talentos.
Olhou a sua a volta e reparou que o Diretor, olhava para baixo pensativo.
– Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriamretos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nemmulheres, nem sexo, nem chefes, nem subordinados… Apenas peças… E nuncame esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões que foi pra outras moradas.Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menosassim: “Estamos todos muito tristes com a partida de nosso irmão Zacarias… ehoje, para substituí-lo, chamamos:…NINGUÉM… Pois nosso Zaca é insubstituível.” –concluiu, o rapaz e o silêncio foi total.
Conclusão:
NUNCA ESQUEÇA:VOCÊ É UM TALENTO ÚNICO!COM TODA CERTEZA NINGUÉM TE SUBSTITUIRÁ!”
Apesar da grande evolução tecnológica que se descortina diante denossos olhos diariamente, tais como programas e ferramentas de gestão,acompanhamentos de processos, auditorias sistêmicas, o corpo funcional deuma empresa ainda é um grande diferencial que a mesma possui frente aosseus concorrentes.
Cada colaborador, a seu modo, torna cada empresa ímpar, desempenhandosua função específica, fazendo com que o “grande formigueiro” funcione deforma harmônica e organizada, cumprindo o que necessário for para o bomandamento do trabalho.
Analisando sob esse prisma, percebe-se o grande desafio do gestor nomundo corporativo moderno: cercar-se de bons profissionais e manter osmesmos motivados, de forma a se sentirem parte importante da empresa,não uma mera peça, ou seja, algo comum e substituível.
Quanto menciono motivação, quero lembrar que nem sempre significa
um “vou ter que botar a mão no bolso de novo pra manter ele (a) naempresa”. Muitas vezes, o que falta nas organizações é um bom ambientede trabalho, um “parabéns pelo seu trabalho”, um “bom dia, como foi o teufim de semana?” no início do expediente da segunda-feira, uma valorizaçãodos pontos fortes e aptidões dos colaboradores, ou seja, qualquer ato quedenote ao empregado que ele importa, e que ele faz a diferença.
Certamente, vez ou outra ele ficará doente, chegará ao trabalho atrasado,cometerá alguma falha por desconhecimento ou mesmo imperícia. Mas oponto principal é analisar: Esses pontos fracos o fazem menos profissional?O seu rendimento é tão inexpressivo que não compensa a manutenção domesmo, apesar dos seus “pontos fortes”? Obviamente se faz necessáriolembrar que estamos falando de bons profissionais, afinal de contas, nãoencontramos uma “Whitney Houston” em cada esquina, certo?
Atitudes como as acima destacadas certamente manterão um quadrofuncional mais equilibrado, motivado e com altos índices de rendimento.Como seres humanos que somos, todos temos habilidades e imperfeições, achave é descobrir uma forma de privilegiar as habilidades de tal forma queas imperfeições sejam inexpressivas.
Pense nisso na hora de cogitar “substituir uma peça” da sua empresa. Vocêpode encontrar um colaborador melhor ou pior do que o que você já tem,mas nunca igual. E retirando uma simples peça de uma engrenagem, umamáquina como um todo pode parar de funcionar corretamente.
E Whitney, rest in peace, We will always remember you! You will be alwaysirreplaceable!

Polliana Giraldello – poliana.giraldello@gmail.com

 

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