Geração T, Y, XXX, enfim: Gerações

Em artigo publicado ontem no IG Economia, Maria Carolina Nomura descreve a geração denominada T, de geração testemunha. Leia o artigo completo aqui.

A visão proposta parece ser bem realista.

A cada dia que passo e analiso o futuro da geração atual tenho um misto de felicidade e tristeza. Felicidade, pois temos visto ícones produzindo cada vez mais em menos tempo, cada vez mais criativos e inteligentes e ao mesmo tempo triste, pois igualmente vislumbro não apenas uma geração testemunha, mas uma geração passiva.

O critério não é a idade, por óbvio. Temos baby boombers mais passivos que jovens que pertenceriam a geração T.

Dois aspectos são relevantes (embora existam inúmeros outros igualmente importantes) ao falarmos de gerações: Crítica e Atitude.

Críticas

Talvez 90% dos leitores deste post irão concordar com o que escrevo acerca da crítica, embora não apliquem isto em suas vidas. A maioria das pessoas não sabe receber críticas. Aliás, o Brasileiro na sua grande maioria não sabe. Somos criados como se criticar algo fosse a pior coisa do mundo. É mais belo deixar assim do que dizer que está errado. Daí, quando um zé mané vai na TV falar mal do fulano ou ciclano que fez aquilo/aquilo outro na casa X, todos aplaudem, como se criticar pessoas fosse algo útil a quem é criticado ou a quem critica.

Sempre afirmo: Críticas são válidas a situações, procedimentos, processos internos. Críticas a pessoas? Não temos este direito. Cada um tem a sua idade mental, emocional, maturidade e inteligência interior e isto não sou eu nem você que vai mudar ou dizer que está certo ou errado.

Quando alguém critica algo, penso: O que ele(a) está querendo dizer? Será que realmente minha forma de agir e pensar está errada? Posso fazer diferente? Aliás, porque fiz deste modo e não daquele. Ou seja, a crítica entra no âmago para ser um questionador, um debatedor da verdade. Agora, grande parte das pessoas, ao invés de refletir sobre si, reflete sobre o outro: Quem é este/aquele para me criticar? Ele(a) que faz só bobagens está falando de mim? Eu sou muito mais do que isto que estão dizendo… Ou seja, a crítica atinge o alvo em cheio.

E você leitor? Como a crítica age no seu ser? Você se sente parte da crítica? Você simplesmente rechaça a crítica? Permite que ela seja uma fonte de análise e reflexão?

Cada geração tem um prognóstico para a crítica. Umas, adoram apenas criticar e quando falam delas dizem: você não viveu este tempo, não sabe como foi. Outras, dizem que nada melhor que o agora, com sua tecnologia, seus amigos e vida social… Mas, como será que esta geração chegou ali, naquela realidade?

Não existe o certo e o errado nisto. Existe aquilo que você acredita/aceita/vê como verdade. Pense nisto.

Atitudes

A propósito, de nada adianta pensar, planejar, sem tudo isto virar realidade, sair do papel.

Temos visto gerações aguardando um futuro melhor sem fazer nada no presente.

Como querer mudar o amanhã sem fazer nada pelo hoje?

Você quer um salário maior? O que você está fazendo a respeito? Criticando seu chefe, dizendo que ele comprou um carro novo? Ora, vá trabalhar mais se você quer um carro novo. Ninguém chega ao ápice e se mantém ficando fazendo o trabalho básico do dia a dia.

Quer ser diferente? Crie diferenciais!

Nada muda se você não mudar antes. O próprio Newton já disse isto ao afirmar que um corpo imóvel tende a ficar imóvel se nada mudar ele de lugar.

Enfim,

Critique e aceite as críticas como forma de crescimento, fazendo delas um trampolim para atitudes mais coerentes e emocionamente controladas, visando paz social, bem estar coletivo e principalmente amor próprio.

Em suma, seja feliz.

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Diretor da Consultoria GestaoAdvBr
http://www.gestao.adv.br gustavo@gestao.adv.br

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