Quando o virtual não corresponde ao real

No final do ano passado uma mulher na Inglaterra informou a todos os seus contatos no facebook que iria cometer suicídio na noite de Natal. Ela tinha 1048 contatos. Nenhuma das 1048 pessoas que receberam a mensagem deram atenção para a ameaça dela, que restou concretizada através da ingestão de pílulas. Leia a notícia aqui.

Esta triste notícia nos remete a uma importante reflexão: O mundo virtual é importante e útil, contudo possui uma limitação extrema – não serve para substituir contatos reais.

Já vimos inúmeros exemplos onde o universo virtual ajudou pessoas, prendeu bandidos, criou contatos, gerou relacionamentos, trouxe paz e guerra, mas igualmente trouxe solidão, dependência e pessoas sem apatia por outras necessidades de pessoas.

Este caso nos faz pensar em como podemos e devemos mesclar o que é virtual e o que é real.

Em termos de empresa, não podemos nos descuidar do universo virtual que se forma a cada dia. São negócios, presença da marca, possibilidades amplas de estar conectado com o público alvo, enfim, algo positivo e necessário hoje em dia. Contudo, este contato virtual não pode substituir o real.

Não pode nem irá substituir.

Os contatos reais são fundamentais para solidificar e consolidar aquilo que construímos virtualmente. Podemos ter amigos virtuais, mas o desejo é sempre de conhecê-los pessoalmente para poder gravar na nossa mente do que eles são feitos (seus jeitos e trejeitos).

O mesmo vale para um negócio.

Você pode contatar e até comprar/assinar um serviço que conheceu totalmente on line. Ele até pode ser prestado on line. Se esta for a única natureza que ele tem. Se eu baixo um programa para gerenciar twitter, por exemplo, não preciso ir na sede da empresa para ter certeza que o produto é bom ou confiável. Agora, ao contratar serviços que envolvam bens reais, vida, patrimonio, etc, como é o caso dos advogados, isto passa, sem sombra de dúvidas, pelo real.

Podemos entrar em contato com um profissional, trocar ideias, abordagens, contatos. Ler seus textos em sites e blogs e tirar nossas conclusões de que se trata de um profissional competente e preparado. Contudo, assinar uma procuração é um ato que ainda se faz dentro do escritório. A pessoalidade é fundamental.

Sei de casos de clientes que sequer conhecem seus advogados. Mas, são exceções a regra. A regra é a pessoalidade.

Dê crédito ao mundo virtual e seu crescente apelo de mercado. Contudo, reserve os princípios da individualidade e realidade presencial, atitude inclusive insculpida no Código de Ética do Advogado.

Esta atitude fará a diferença.

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Diretor da Consultoria GestaoAdvBr

http://www.gestao.adv.br | blog.gestao.adv.br | gustavo@gestao.adv.br

Autor: Gustavo Rocha

Consultor nas áreas de gestão, tecnologia e marketing estratégicos. Acesse: www.gustavorocha.com

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