Baixa renda e o mercado atual

Uma interessante notícia saiu nesta semana: Empresas pesquisadas admitem que não estão preparadas para o público de baixa renda, mesmo entendendo este como um mercado interessante. Leia a notícia aqui

Destaco alguns techos desta reportagem:

Apesar disso, porém, as empresas estão interessadas nesse público, diz o levantamento. E não é à toa, uma vez que as classes C, D e E representam R$ 1,3 trilhão de massa de renda.

Interesse, contudo, não significa preparo. A pesquisa constatou que 79,21% dos executivos não se consideram preparados para atingir esse público. Destes, 91% avaliam que seus colegas de empresa também não possuem esse preparo.

Do total dos entrevistados, 85,43% consideram sua empresa despreparada para lidar com os emergentes. E 49% afirmam que sua empresa não entende nada sobre a baixa renda e 28% acreditam que sua empresa entende pouco sobre esse segmento da população.

A falta de conhecimento e a dificuldade de se comunicar com esse público são as principais dificuldades das instituições. A falta de conhecimento sobre os consumidores das classes C, D e E foi citada por 33,8% dos entrevistados, ao passo que a comunicação é dificuldade para 27,3% deles.

A pergunta que não quer calar: E o seu negócio, como vê esta realidade?

Pode parecer que alguns profissionais atuam para este seguimento e já se encontram adequados. Será mesmo?

Querer atender o público de baixa renda não significa apenas falar na mesma linguagem que ele compreende. Os tidos como baixa renda tem aumentado de renda nos últimos tempos. As classes ditas C, D e E antes marginalizadas estão encontrando poder de compra, buscando mais conhecimento, querendo ser inseridas em contexto antes inimagináveis.

E o que isto representa para a advocacia?

Muito. Significa que cada vez mais pessoas estão procurando seus direitos, querendo estar com seu nome limpo, querendo advogados para proteger seus direitos.

Seu escritório pensa nisto? Já pensou que para atingir estes possíveis clientes precisa estar conectado na realidade deles? Uma realidade de periferia parece um bom negócio economico que muitos querem, mas poucos estão preparados.

Nunca antes na história deste país os programas da Regina Casé foram úteis para conhecer um pouco de contexto…

Pense nisto.

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Diretor da Consultoria GestaoAdvBr

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