O Cartão de Crédito e o Advogado

Há poucos dias foi noticiado amplamente que o Tribunal de Ética de São Paulo, ao responder uma consulta, informou que não haveria infração ética o recebimento dos valores a serem pagos pelo cliente através de cartão de crédito. Leia a notícia aqui.

O Tribunal entendeu que o recebimento através do cartão de crédito é mera forma de pagamento, não sendo uma forma de mercantilizar a advocacia.

Já estava na hora!

Desde os bancos da faculdade o aluno de direito aprende que o direito consiste em leis que somente tem eficácia prática quando existe o caso concreto, ou seja, quando a realidade provoca o direito, este se manifesta.

Sendo assim, nada mais lógico, diáfano, ululante que a advocacia entender que o mercado aí fora não está para brincadeiras.

Há muitos anos as bancas jurídicas não são mais aquelas bancas românticas que visavam a justiça e o lucro era se fosse possível. Isto não existe mais.

As bancas precisam ter lucratividade para manter seus funcionários, adquirir produtos de tecnologia para acompanhar o judiciário, enfim, para movimentar o mercado.

Iniciativas como esta e a da OAB/SP em criar uma comissão chamada Web Advocacia, são exemplos positivos de mudança.

Precisamos ter planos de carreira, planejamento estratégico, organização, gestão, padronização e tecnologia no direito.

Precisamos aceitar que a tecnologia está dentro do judiciário como realidade e parece que muitos advogados ainda fogem dela.

Precisamos nos modernizar não apenas em redes sociais, mas inclusive nelas.

Enfim,

Precisamos…

Você agora advogado que está com a palavra: Você faz ou vai fazer parte desta mudança ou não?

A sua resposta será a resposta do mercado para contigo.

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