Nesta semana o Conselho Nacional de Justiça – CNJ lançou o processômetro, nada mais do que uma forma de controlar os processos desde 2005 até hoje, com escopo de diminuir os processos parados, findos e desalinhados que existem nos Tribunais pelo país.
O interessante é que esta informação dos processos estará disponível para o cidadão comum, ou seja, qualquer um poderá saber do seu processos, desde que esteja relacionado neste módulo do CNJ.
Conheça melhor o processêmetro nesta resenha da AASP.
Num primeiro momento pode parecer apenas uma atitude simples para agilizar processos ou dizer que estão fazendo alguma coisa.
Contudo, penso que independente do parágrafo acima – reais motivos – o processômetro nos traduz uma interessante reflexão: Precisamos planejar o processo.
Muitos advogados fazem do processo o seu ganha pão, ou seja, pensam que somente através de ações judiciais poderão os mesmos atingirem seus objetivos.
Um erro comum, infelizmente.
Em fato, os profissionais acabam pensando apenas nos processos, esquecendo que a solução destes é que realmente faz toda a diferença.
Litigar não é a solução!
Pior do que apenas litigar é não controlar.
O processômetro é um bom exemplo do que o advogado deve fazer com os seus processos frequentemente: reavaliá-los, estudá-los, propor acordos, enfim, dar fim aos mesmos.
Vamos um cálculo simples: Se a cada novo cliente inicio um processo, tendo como base um ano, terei 365 processos. Se no ano seguinte tiver a mesma média de processos e não findar nenhum (a média de processos pode durar de 3 a 5 anos) terei o dobro de processos. Basta pensar: Se tenho o dobro de processos, preciso de mais pessoal, mais papel, mais luz, mais tempo e assim por diante…
Como você avalia seus processos?
Não sabe como fazer? Simples, pegue uma determinada área do escritório, faça um relatório e comece a analisar friamente cada processo.
Esta atitude acima fará você encontrar inúmeras situações, pois o natural dos escritórios é distribuir a ação e depois aguardar as notas de expediente, que em alguns casos levam anos para serem publicadas.
Aproveite a ideia do processêmtro e incorpore a mesma no seu escritório.
Mesmo não concordando com o CNJ, a verdade crua e nua é que o judiciário está buscando alternativas de gestão, organização, padronização e tecnologia. Como o judiciário e os advogados trabalham em conjunto, se um se moderniza o outro ou segue ou fica alheio…
Reflita sobre isto.
Tome uma atitude.
Planeje! Leia amanhã um post sobre planejamento.