O fim dos advogados?

Com este título o escritor Americano Jim Hassett publicou no seu Blog Legal Business Development um artigo que comenta o livro de Richard Susskind intitulado “The End of Lawyers? Rethinking the Nature of Legal Services” ou seja, “O fim dos advogados? Repensando a natureza legal dos serviços”.

O artigo é muito interessante e discorre sobre as recentes mudanças da profissão jurídica como um todo, inclusive sobre a recessão.

Segundo o artigo, foram mais de 200 escritórios fechados nos últimos meses.

Para ler o artigo original em inglês acesse aqui.

Para ler uma versão traduzida pelo Google Tradutor, acesse aqui.

Passo então a narrar meu comentário.

Não vislumbro o fim dos advogados. Vislumbro sim, o fim da forma como vemos hoje os advogados.

Advogados ainda são vistos como seres que não dormem, não comem, não se vestem. Dizem que ganham rios de dinheiro, mas cobrar a consulta é um sacrilégio. Dizem que só pensam no lado financeiro, mas são eles quem ajustam as partes em conciliação ou concórdia. Dizem que são adeptos apenas do saber, quando vejo neles muito da doçura do viver.

Advogados hoje devem ser muito mais que simples advogados.

Advogados que querem apenas peticionar, ficar debruçados em livros, estão com os dias contatos.

Basta analisar o mercado. Quantos profissionais são despejados nesta profissão a cada 6 meses?

Advocacia é uma commoditie. Então, como não prever o fim?

Simples, porque como todos os seres humanos, buscamos a excelência, buscamos diferenciais. Se tenho 10 escritórios um ao lado do outro, qual escolher? Aquele que oferece atendimento, informação, conhecimento, agilidade e ,quiçá, preço.

Por que o preço em último lugar?

Porque somente vemos preço nas coisas que são iguais de se conseguir. Se for comprar um IPhone em duas lojas, irei procurar o mais barato. Agora, por exemplo, entre um serviço que é um IPhone e um Nokia 6550, faço uma escolha de produto e de preço.

Assim sendo, os advogados devem procurar diferenciais de mercado. Sejam eles nichos pouco explorados, sejam eles atendimento personalizado, tradição, conhecimento específico e lógico, tecnologia.

Quanto mais o advogado se adaptar a tecnologia, ele conseguirá agilizar mais e mais o seu escritório, dando vasão aos fluxos internos de maneira mais automatizada, ganhando mais tempo, para fazer o que realmente importa: atender bem o seu cliente.

Outro tópico interessante do artigo é sobre a Associação de Marketing Legal, que foi criada em 1985 (nos Estados Unidos) e hoje conta com mais de 3.100 membros. Quer dizer, para sobreviver, precisamos nos unir.

Cada vez mais estamos nos associando a colegas para crescermos em conjunto, buscando espaços e nichos de mercado. Não devemos ver o colega advogado como concorrente, mas sim como possível parceiro, pois somente os bons, destacados e que tenham planejamento estratégico de mercado terão chance. Leia sobre Alianças Estratégicas aqui.

Além disto, estamos na era do cliente. Sobreviver a ela, é atender, fidelizar e lutar pelo cliente. Leia um post sobre fidelizar o cliente aqui.

E você, está preparado para os novos tempos?

Pense e, sobretudo, aja!

Autor: Gustavo Rocha

Consultor nas áreas de gestão, tecnologia e marketing estratégicos. Acesse: www.gustavorocha.com

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