Governança de IA no escritório: o processo contra a Anthropic que deveria mudar sua forma de contratar

O processo judicial nos EUA aborda não apenas a insatisfação de um usuário, mas revela problemas amplos envolvendo a governança na contratação de IA em escritórios brasileiros. Karl Kahn processou a Anthropic, alegando que planos de assinatura entregam menos do que prometido. A falta de gestão e monitoramento adequado expõe riscos, já que muitos escritórios utilizam planos de consumidor inadequados sem análise técnica. Questões como a intensidade do uso, variações no consumo e a inexistência de mecanismos de auditoria destacam a necessidade de uma política clara de uso de IA, diferenciação entre planos e monitoramento mensal para evitar surpresas financeiras e garantir transparência.

Quando o governo desliga a IA: o que salva é a governança

Na última sexta-feira, a Anthropic suspendeu o acesso a seus modelos de IA para usuários fora dos EUA, seguindo uma ordem do governo americano por razões de segurança nacional. A empresa contestou, afirmando que as falhas apontadas eram menores, mas o bloqueio se manteve. Essa situação levanta preocupações sobre a dependência de ferramentas de IA nas empresas, destacando a falta de governança efetiva. É crucial que escritórios documentem o uso da IA, identifiquem riscos e estabeleçam critérios de validação. A governança de IA deve ser prática e adaptada às necessidades reais do dia a dia, garantindo resiliência e organização.

A IA mais poderosa da Anthropic existe. Ela só não é para você

Hoje, 9 de junho de 2026, a Anthropic lançou dois novos modelos de IA: Claude Fable 5 e Claude Mythos 5. O Fable 5 é um modelo avançado, superior a tudo que a empresa ofereceu, destacando-se em tarefas complexas, enquanto o Mythos 5 é idêntico, mas sem restrições de cibersegurança, destinado a um grupo seleto. A Anthropic reconhece os riscos associados ao uso desses modelos e introduziu classificadores que redirecionam perguntas sensíveis para uma versão menos potente, o Claude Opus 4.8. Além disso, novos protocolos de segurança e retenção de dados foram estabelecidos, exigindo atenção especial do setor jurídico quanto ao sigilo e uso de informações sensíveis.

Claude 4.8 na advocacia: entendendo esforço, pensamento e modelos com exemplos práticos

O lançamento do Claude Opus 4.8, a versão mais avançada da Anthropic, traz mudanças significativas na prática jurídica. O artigo explica como três componentes fundamentais – modelos, esforço e pensamento – oferecem controle sobre o uso da ferramenta. Os modelos variam de Haiku (para tarefas simples) a Opus (para casos complexos). O nível de esforço pode ser regulado, permitindo ajustar a profundidade de análise. Além disso, o pensamento adaptativo do Claude melhora a qualidade das respostas. Recomenda-se utilizar o Sonnet para tarefas do dia a dia e entender como aplicar as alavancas adequadamente. A importância da conferência humana e do sigilo também são destacadas.

A Anthropic lançou 12 plugins jurídicos para o Claude. Veja o que realmente importa para o seu escritório

A Anthropic lançou plugins jurídicos, iniciando com um em fevereiro de 2023, o que provocou quedas nas ações da Thomson Reuters e da RELX. Em maio de 2026, foram introduzidos 12 plugins especializados que se integram ao Microsoft 365. Esses plugins, como Commercial Legal e Corporate Legal, automatizam revisões de documentos, melhorando a eficiência dos escritórios. Entretanto, é importante que cada escritório faça uma configuração detalhada (cold-start interview) para personalizar os resultados. Embora sejam ferramentas úteis, ainda requerem supervisão humana para garantir precisão, especialmente em contextos jurídicos brasileiros.