De olho on line… #DepartamentoAsQuintas

capitao_Todos devemos estar de olho no que acontece on line, não é mesmo?

Muitas empresas já acordaram para esta realidade, outras estão ainda engatinhando…

Contudo, a notícia abaixo demonstra a real necessidade de estar de olho vivo:

 

Uma tuitada de US$ 8 bilhões

Twitter perde uma fortuna na bolsa após seu balanço vazar e se disseminar na própria rede de microblogs. O fato reacende a discussão sobre a vulnerabilidade das empresas no mundo digital e o impacto disso na vida do investidor

Agilidade e capacidade de síntese. As duas principais características que transformaram a rede de microblogs Twitter em uma das mídias sociais mais usadas no mundo fizeram a empresa perder US$ 8 bilhões em valor de mercado, na terça-feira 28 de abril. Comandada por Dick Costolo, a companhia aguardava o fim do pregão na bolsa americana Nasdaq para divulgar seu resultado trimestral, e anunciar um prejuízo de US$ 162,4 milhões, ampliando em 23% as perdas ante o mesmo período de 2014. No entanto, um erro operacional no sistema da Nasdaq publicou o balanço antes do fechamento e o deixou no ar por 45 segundos, tempo suficiente para que a consultoria Selerity tuitasse a informação para seus clientes.

A reação dos investidores gerou uma queda de 25% nas ações da empresa de Costolo no mesmo dia. Ironicamente, o fato de o Twitter ter sido prejudicado por seu próprio serviço reforça a tese de que, nos últimos anos, as companhias abertas têm tido mais dificuldade para controlar suas informações devido à velocidade com que elas proliferam na internet. Por isso, desde 2013, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) passou a monitorar as redes sociais no Brasil. Dados publicados no Twitter ou no Facebook da empresa ou até mesmo nas páginas pessoais dos principais executivos são entendidos como adicionais aos oficiais e, portanto, devem ser controlados com o mesmo rigor de outros meios.

A xerife do mercado de capitais brasileiros seguiu o exemplo da Securities and Exchange Commission (SEC), sua congênere americana, que autorizou o uso das duas redes para divulgação de fatos relevantes. A única condição imposta é de que os investidores precisam ser informados de antemão. “Hoje, quando se divulga uma informação, rapidamente ela está totalmente disseminada.”, disse Leonardo Pereira, presidente da CVM, quando a autarquia passou a monitorar as redes. “É algo que temos de acompanhar.” A CVM não só passou a acompanhar como começou a punir os casos de irregularidades. O mais emblemático deles envolve o empresário Eike Batista que, em março deste ano, foi multado pela autarquia em R$ 1,4 milhão por descumprir, durante o ano de 2013, as regras de divulgação de informações das empresas do agonizante Grupo X.

Eike entrou na mira da CVM por usar com frequência o Twitter para falar sobre o andamento das obras e dos projetos de suas empresas. Uma vez, ele chegou a dizer a um acionista, via microblog, que anunciaria em breve um novo plano de negócios para a petroleira OGX. Para os investidores, quais são os danos de um vazamento de informação? “O investidor, que sempre espera por um evento pré-agendado, fica em desvantagem em relação a quem recebeu a informação antes”, diz Raphael Figueiredo, da Clear Corretora. No entanto, o analista pondera que, como as empresas ainda usam pouco as redes sociais para comunicarem informações financeiras, a probabilidade de enganos é menor por aqui.

O maior risco é que internautas vazem informações (verdadeiras ou falsas), sem que a empresa tenha conhecimento. “Nesse caso, a companhia perde o controle.” Outro ponto controverso é o fato de a empresa obrigar, de uma certa forma, os investidores a se cadastrarem nessas redes. “O investidor não deveria ser obrigado a ter um perfil no Twitter ou no Facebook para acompanhar as informações de determinadas empresas”, diz Geraldo Soares, coordenador da Comissão de Comunicação de Mercado do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Essas redes não substituem o papel de um órgão público. De acordo com Soares, mesmo nos Estados Unidos, o assunto é controverso e polêmico.

Ao se deparar com informações vazadas, o investidor deve agir com cautela. “Jamais utilize uma informação disseminada em uma rede para ter como base sua decisão de comprar ou vender”, recomenda João Alves, diretor de mídias sociais da empresa goiana de monitoramento em redes 2chatsclub, que tem como clientes empresas de engenharia e corretoras de valores. “Geralmente, quem ganha com informação privilegiada é um restrito grupo de investidores e todo o restante acaba sendo prejudicado.” Alves desaconselha que as empresas que se deparam com um vazamento neguem a informação. Ele sugere comunicar o fato à CVM o mais rapidamente possível, assumir a falha e tentar acalmar o mercado.

As companhias investem milhões de reais para proteger seus dados e evitar vazamentos. Elas também gastam fortunas para montar estratégias em caso de crise, diz um ex-diretor de TI da Natura. Porém, o tempo hábil para colocar de pé esse plano nem sempre é suficiente. Em 2012, a notícia de um suposto vazamento de óleo no campo da OGX, no Rio de Janeiro, foi o suficiente para que a petroleira perdesse 6,5% de seu valor de mercado. Em 18 de abril de 2012, a própria BM&FBovespa foi vítima de um ataque de hackers do Grupo Anonymous, que utilizou a conta da Bolsa no Twitter para divulgar mensagens pró-Wikileaks. Na ocasião, nenhum dano foi causado ao investidor, mas o risco de ataques tornou-se visível.

Na visão de muitos analistas, o Brasil ainda é lento em termos de regulação, quando se trata de novas tecnologias. Ainda se discute o uso de redes criadas há mais de dez anos, enquanto outras mudanças desafiam o mercado de capitais, como o uso de informações armazenadas em nuvem e a necessidade de uma aproximação maior entre investidores e empresas. Exemplo disso é que, somente em fevereiro do ano passado, a CVM autorizou as companhias de capital aberto a divulgar comunicados em portais na internet, até então restritos a jornais de grande circulação. A condição é que essas empresas também publiquem as informações em seus sites e na CVM.

Fonte: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/investidores/20150508/uma-tuitada-bilhoes/258600.shtml

 

E o departamento jurídico, como pode ser útil?

Compreendendo que o monitoramento pode ser feito por marketing ou vendas, contudo, é no jurídico que irá desabar a notícia e as regras de compliance internas, bem como conhecimento do próprio departamento ou de escritórios terceirizados devem saber o que fazer e quais medidas tomar.

Afinal, uma tuitada derrubou 8 bilhões em alguns segundos, o que não faz um site pirata vendendo seus serviços? E pessoas difamando a sua marca em redes sociais? E o site reclame aqui, como está a sua categorização?

Enfim,

Tudo pode mudar em alguns segundos neste universo virtual. Você está como o capitão nascimento, de olho vivo?

#FicaaDica

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Artigo escrito por Gustavo Rocha

GustavoRocha.com – Consultoria em Gestão e Tecnologia Estratégicas

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