Estereótipos e você, uma reflexão no ambiente corporativo

EstereótiposParece que temos uma eterna mania de criar estereótipos para tudo que fazemos. Talvez seja um reflexo do nosso cérebro que quer sempre criar rotinas e padrões para as coisas, transformando-as em algo mais simples.

Não é diferente no ambiente de trabalho, onde um colega novo em poucos dias, quiçá poucas horas já está categorizado como nerd, CDF, malandro, vagabundo, ou outros adjetivos menos publicáveis que rondam as rádios corredores das empresas.

E depois de categorizado e divulgado, para não dizer difamado, a pessoa fica com este estigma até conseguir provar o contrário. Nem parece que estamos nos referindo a pessoas que estudaram direito e deveriam ter aprendido que no Brasil, todos são inocentes até que possamos provar o contrário. Quando alguém entra na nossa frente, ela é categorizada, difamada e ela que prove o contrário.

Alguns dirão que não fazem isto, mas, uma grande parcela faz, e mesmo aqueles que não fazem isto abertamente, em suas mentes, e porque não dizer em seus âmagos, fazem com certeza algum tipo de categorização.

O assunto merece debate, pois assim procedendo perdemos oportunidades reais de conhecer mais profundamente as pessoas e além disto, de aprofundar melhor as relações para o ambiente corporativo seja mais interessante do que muitas vezes o é.

Divido um artigo de Carolina Zimmer para reflexão neste sentido:

 

VERDADE, PERCEPÇÃO E ESTEREÓTIPOS: VOCÊ É O QUE PARECE?

Categorizar, catalogar, generalizar e simplificar: atos da razão humana, praticados minuto a minuto por cada um de nós.

Seres humanos são individualidades extremamente complexas que não podem ser encaixados em padrões preestabelecidos, não de forma absoluta.

Você não é somente o bairro onde mora, a profissão que escolheu ou mesmo a imagem que projeta para o mundo. Você é bem mais profundo do que isso.

A palavra “estereótipo” vem do grego “stereos” e “typos”, ou seja, “impressão sólida” e foi inventada pelo francês Firmin Didot, referindo-se à placa metálica utilizada para a impressão de livros mais baratos, o que revolucionou a indústria gráfica da época.

Pode-se dizer que impressão sólida e verdade é a mesma coisa? Não, em absoluto.

Numa sociedade líquido-moderna, termo cunhado sabiamente pelo filósofo Zygmunt Bauman, o superficial, a imagem projetada, a rapidez da comunicação, torna-nos intolerantes à subjetividade do outro, principalmente se ele for diferente, se não conseguirmos atribuir a ele, uma das nossas ideias preconcebidas do que ele deve ser.

Todo engenheiro é ateu. Todo advogado é conservador. Todo publicitário é louco. Todo ator é gay. Todo mundo que mora na zona sul de São Paulo é rico. Todo músico usa drogas. Os exemplos de sofismas que criamos para catalogar superficialmente pessoas e comportamentos são infinitos.

O grande perigo da nossa intolerância é, pela rapidez e liquidez do nosso comportamento social atual, relegarmos pessoas a representarem papéis estereotipados atribuídos pela sociedade a elas, em franco confronto com a sua individualidade e subjetividade, numa espécie de “bullying psicológico comunitário” que beira ao preconceito, que não é sinônimo de estereótipo.

E essa é uma luta individual, não coletiva. Assim como é da natureza humana a complexidade subjetiva, também é da mesma natureza a racionalização e catalogação, numa polaridade que acaba por se complementar, gerando a grande beleza que há no feio e a grande feiura que há no belo.

Portanto, cabe a cada um de nós, o esforço de projetar em imagens a sua verdade interior e não aquela que deriva de um estereótipo coletivo, isso sim, é a verdadeira liberdade de expressão.

Você tem a licença poética de ser quem você é, de oferecer ao mundo a sua beleza e a sua podridão, independentemente dos rótulos morais-sociais que, porventura, possam ter-lhe catalogado em uma ou outra categoria preestabelecida pela sociedade.

E como diz Rita Lee, na linda voz de Maria Rita:

“Nem toda feiticeira é corcunda,

Nem toda brasileira é bunda.

Meu peito não é de silicone,

Sou mais macho que muito homem.”

Fonte: http://obviousmag.org/carolina_zimmer/2015/03/verdade-percepcao-e-estereotipos-voce-e-o-que-parece.html#ixzz3TpPZFELL

Concordo com a autora, a luta de mudança é individual e não coletiva. Devemos repensar nossas atitudes e nossa forma de abordar novos colegas, novas oportunidades de negócio, novos crescimento, etc.

Há pessoas que tudo que lhes é oferecido é tido como um problema. Há pessoas que pensam isto e acham/categorizam estas pessoas de um problema.

E se tudo que esta pessoa precisa é de alguém que lhe dê uma oportunidade de ver diferente?

Não falo de assistencialismo, porque nenhuma empresa pode e tem tempo pra isto.

Digo no sentido de líderes que possam compreender que todos tem seus traumas e pesadelos e uma palavra sincera, objetiva e isenta de preconceitos pode fazer muito na mentalidade e na cabeça daqueles que recebem e estão abertos a isto.

#FicaaReflexão

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Artigo escrito por Gustavo Rocha

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