[Sextas de Opinião] Pessoas mimimi

stopmimimiSabe aquelas pessoas cheias de mimimi, não é?

Pessoas que mais se preocupam com os outros do que com a solução, pessoas que querem resultado, mas não querem o trabalho que isto envolve.

Buscam o melhor para si e o resto é o resto.

Querem os louros da vitória, mas esquecem que o caminho é árduo para a sua chegada.

Noutra área, mas totalmente adequada a área jurídica, cito trecho do livro “Cozinha confidencial” do Anthony Bourdain:

mimimi

(vale destacar que CIA no texto é Culinary Institute of America)

(se a imagem não abrir, acesse: http://goo.gl/1n6oXe)

Como este tipo de pessoa mimimi estão minando empresas e escritórios.

Pessoas que em muitos casos tem histórias de vida menos complexas que a maioria, com excelentes escolas, professores, várias línguas e experiências no estrangeiro e com toda esta bagagem não aprenderam o mais elementar do conhecimento: O que sabemos é uma gota e o que ignoramos é um oceano.

Pensam que como já estudaram e viajaram os outros é que devem trabalhar, pois elas merecem o resultado de algo que nunca produziram ou souberam fazer. As vezes é pior, pensam que sabem fazer tudo e melhor que todos porque possuem boas ideias – ninguém nega que são boas, mas… – e ignoram a experiência advinda com a idade, maturidade e erros.

Ignoram que erros são necessários, e tratam o erro como algo impossível de ser aceito e altamente frustrante.

Pessoas como a imagem abaixo:

choro

 

Cheias de mimimi, cheias de vontade, cheias de afagos no ego e pouca lição de vida existencial.

E não venham dizer que isto é problema da geração X, Y, Z, J, K, L, M ou caramba… Isto é questão de educação, maturidade, personalidade, ego, alterego e por aí a fora.

Mesmo nascido em um determinado ano, dia, mês ou astro regente, temos o livre arbítrio de nossas escolhas, sofrimentos e aprendizados.

Devemos recordar que na escola não é o local de aprendizado sobre a vida, isto é educação dos pais, e delega-la a escola, colegas ou terceiros não irá levar o cidadão ao lugar mais adequado.

Dar tudo, desde presentes até mesmo em evitar de forma ultra/mega/plus/ao quadrado protetora igualmente não ajuda ninguém, pois somente através dos próprios erros, decisões equivocadas e sofrimento (lógico que não o físico) é que podemos evoluir.

Vamos parar de reclamar de tudo e buscar soluções.

Vamos viver com foco no que realmente importa – contexto – e não apenas em nossa importância – umbigo.

Vamos ser mais coletivos e de desenvolvimento pessoal e menos individuais com benefícios supostamente coletivos.

Vamos deixar o beicinho da infância na infância e evoluirmos para uma maturidade sadia, alegre e verdadeira em princípios e objetivos.

#Podeser?

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Artigo escrito por Gustavo Rocha

GustavoRocha.com – Gestão e Tecnologia Estratégicas

Celular/WhatsApp/Facebook Messenger: (51) 8163.3333

Contato Integrado: gustavo@gustavorocha.com [Email, Gtalk/HangOut, Twitter, LinkedIn, Facebook, Instagram, Youtube]

Web: http://www.gustavorocha.com 

*Post baseado no texto e imagens deste site.

2 comentários sobre “[Sextas de Opinião] Pessoas mimimi

  1. Só mesmo em um livro de culinária pra tão inadequadamente tratar as questões da gestão de pessoas na organização. E, mais que isso, uma verdadeira exaltação do tratamento desumano, deselegante, próprio da exploração do “outro”, ou, senão menos, de assédio moral.

    Então, na visão do autor deste artigo, não ser “mimimi” é ser subjugado de forma injusta por gente arrogante. Algo como se alguma habilidade aleatória (como o talento culinário, no exemplo) transformasse o indivíduo em algo moralmente superior, algo acima do bem e do mal. Nosso amigo escritor-cozinheiro esqueceu (ou omitiu deliberadamente) que aqueles com quem gosta de trabalhar são imigrantes ilegais. Nesse sentido, nossos irmãos bolivianos e chineses que trabalham em regime de escravidão nas oficinas de costura de São Paulo não têm “mimimi”. Tá certo…

    O tema é relevante. A fundamentação é que foi infeliz. Poderia vir de algum lugar mais inspirador, como o exemplo que nesta semana circulou nos jornais do catador de lixo que se formou em medicina, e da senhora de 97 anos que se formou em direito.

    Ser “mimimi”, me parece, muito além da subserviência (se é que com isso ela se relaciona…) é não se vitimizar, procurar desculpas pra não ser uma pessoa melhor, mas entender que o Homem só é Homem (e não outro animal) quando desenvolve e realiza suas potencialidades, quando se aperfeiçoa e busca a virtude. Ser “mimimi” não tem a ver com o outro, mas com o próprio indivíduo.

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