Escravidão = trabalho. Concorda?

escravoMuitas pessoas concordam com o título do artigo: Para elas, ter um trabalho é similar a ser escravo de algo.

Ao levantar de manhã já resmungam que o dia será ruim, pois tem que ir ao trabalho. Parecem escravos ou obrigados a ir trabalhar, pois sem o trabalho não há o dinheiro.

Uma troca que realmente parece injusta numa primeira análise: Tenho que trabalhar para ganhar dinheiro que servirá para comprar o que quero e viver numa boa. Sem trabalho, não posso comprar o que quero nem viver numa boa.

Historicamente, temos uma evolução que desvirtuou o sentido do trabalho. Na Grécia antiga, somente os escravos trabalhavam. Os cidadãos se dedicavam a política, ou seja, a filosofia e ao relacionamento com outros cidadãos. Trabalhar na agricultura e outros era função dos escravos.

Até hoje, mesmo com uma Grécia falida, tem gente que acredita que somente quem trabalha é escravo.

Apesar de concordar com o bordão de que “quem trabalha não tem tempo para ganhar dinheiro”, penso que o motivo não é o trabalhar em si, mas sim a falta do pensar.

Enquanto na Grécia antiga quem pensava, quem se dedicava a filosofia e a política (não a forma como hoje temos a mesma, lógico) era considerado cidadão e o restante escravo, hoje temos uma falta do pensar, uma falta da visão política e social nos colaboradores e alguns gestores.

Muitos, querem apenas fazer suas tarefas, sair as 18h e curtir a vida. Outros, querem nem mesmo muitas tarefas, receber seus salários e gastar, viver.

Se a vida fosse somente isto, seria tão vazia não é mesmo?

O que falta? Falta o pensar, falta visão do todo, falta política na acepção da palavra:

“O termo política é derivado do grego antigo πολιτεία (politeía), que indicava todos os procedimentos relativos à pólis, ou cidade-Estado. Por extensão, poderia significar tanto cidade-Estado quanto sociedade, comunidade, coletividade e outras definições referentes à vida urbana. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica

Falta ver que a coletividade, seja da empresa, seja da cidade, do Estado ou país deve ser analisada como um contexto do seu trabalho.

Como temos funcionários que não pensam!

Fazem tarefas com o mesmo mecanismo de um robô e quando são convidados ou obrigados a pensar em fazer algo diferente somente sabem reclamar e achar que tudo é ruim ou que a mudança nunca irá dar certo. Ao serem questionados do porquê não dará certo, respondem: Porque nunca fizeram assim antes… Ou seja, são reféns do passado, reféns da falta de pensar…

Quiçá, reféns da escravidão de sua própria burrice.

Quer sair da escravidão? Faça como cidadãos gregos antigos: Pense. Crie mudanças e situações para mudar a polis (cidade, Estado, nação). Não seja escravo do passado ou da cultura de outros.

Como diziam os gregos e a regra vale até hoje: Quer ser cidadão e não escravo? Debata política e pense.

Pensar não dói. Exercite seu cérebro!

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Artigo escrito por Gustavo Rocha
Sócio da GestãoAdvBr – Consultoria em Gestão e Tecnologia Estratégicas
Sócio da Bruke Investimentos
[+55] [51] 8163.3333 | www.gestao.adv.br | http://www.bruke.com.br
Contato integrado: gustavo@gestao.adv.br [Email, Skype, Gtalk, Twitter, LinkedIn, Facebook, Instagram, Youtube]

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