[Semana da Polliana] O que fazer com os problemas?

Para encerrar a “minha semana” com vocês, divido mais um texto daquelesque circulam por e-mails, mas que servem para grandes reflexões.
Conforme me foi passado, é de autoria de Max Gehringer, para CBN:
“Problema todo mundo tem. O problema é o que a gente faz com osproblemas. Um bom começo é falar grego, porque foram os antigos gregos, há três milênios, que inventaram a palavra “problema”. E a tradução literal dela é “passar adiante”. Os gregos, sábios como eram, perceberam queproblemas nunca são resolvidos, são apenas transferidos.
Por exemplo, uma fábrica de papel com problemas de custos dispensa 50 funcionários. Ela não resolveu o problema. O que ela fez foi transferir o problema para os 50 demitidos, que com o dinheiro mais curto para asdespesas do mês, vão parar de comprar biscoito de chocolate. E aí oproblema passa para a fábrica de biscoito. Algum tempo depois, a crise na fábrica de papel já estará refletindo na cotação do suco de laranja.
Por isso, se você está saindo de casa com um problema, faça como os gregos sugeriram: passe adiante. Ou em linguagem corporativa: delegue.Ou compartilhe, propondo a formação de uma comissão para discutir o problema.
Muitas coisas irão acontecer em seu trabalho amanhã, mas uma seráinevitável: alguém vai tentar empurrar um problema para você. Quase certamente com a frase “Olha, temos um problema”, que é uma maneira plural de dizer que um problema que não era seu, passou a ser.
Mas você, que já incorporou a sabedoria milenar dos gregos, terá aresposta pronta: Não se preocupe, vamos resolver o problemaimediatamente. Fale com Sicrano.
Pronto! A essência da gestão eficiente de problemas não é tentar solucioná-los, porque isso é impossível. É descobrir, rapidamente, para quem transferi-los.”
Quando paramos para pensar sob esse prisma, os TPs (“transferências depepino”) são muito mais frequentes do que imaginamos. Por vezes, temos convicção que se multiplicam, mas na verdade, estão é mudando de mãos.
Certamente um problema só surge quando estão presentes todas ascondições para solucioná-los. Contudo, assim que, na tua concepção, umproblema passar a se tornar algo “fora de questão”, certamente passará a ser problema para outra pessoa.
Meio pleonástico? Sim, mas há lógica. E, certamente, se pensarmos numproblema como algo que precisa “ser passado adiante” a carga fica muito mais leve.
Delegar, ou compartilhar problemas no ambiente de trabalho é dividir essacarga com os colegas, de forma que o peso se torne suportável a todos osenvolvidos nos processos.
Por mais competente que um líder seja, sua gestão só será eficientese o mesmo souber delegar tarefas ao seu corpo funcional. E dessaforma, também será bem visto pelos subordinados, porque mesmo queindiretamente, delegação implica em confiança. E confiança, mesmo queindiretamente, implica em motivação, ou seja, nossas ações são um ciclo deconsequências positivas ou negativas, que dependem tão somente da nossaação para que sejam desencadeadas.
Ah, com esse post, “passei o problema” pro maridón! Os posts da próxima semana serão exclusivos dele! Enjoy!
“Viver é enfrentar um problema atrás do outro. O modo como você o encara é que faz a diferença.”
Benjamin Franklin

Autor: Gustavo Rocha

Consultor nas áreas de gestão, tecnologia e marketing estratégicos. Acesse: www.gustavorocha.com

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