[Semana da Polliana] Ainda falando sobre pássaros…

Nesta semana, artigos inéditos de Polliana Giraldello:

Engraçado como as coisas acontecem na vida da gente, não?

Depois de divagar ontem, sobre a formação dos pássaros em revoada, eis que, hoje, indo para o trabalho (maridex e eu) nos deparamos com uma paisagem linda: uma revoada de pássaros, voando baixinho, que pareciam estar caminhando sobre o Lago Guaíba.

Na hora, atribuímos o fato aos bichinhos estarem com sede, mas não quererem interromper o voo.  O mais bonito foi que todo o bando baixou voo junto, mantendo a formação em “V”, se aproximando da água.

Isso me fez pensar na forma com que lidamos com adversidades no ambiente de trabalho. Muitas vezes, pensamos: mas isso não é problema meu, isso é com o estoque; ou isso não é problema do financeiro, é problema dos sócios ou donos. Pergunto-me: por que o problema nunca é nosso e estamos sempre dispostos a fazer um “TP” (termo conhecidíssimo aqui onde trabalho como “transferência de pepino”) em vez de buscar, conjuntamente, uma solução para a questão?

Uma empresa visando manter-se no mercado deve buscar aliar a multidisciplinaridade da equipe com segregação de função, ou seja, todos os colaboradores devem ter um considerável conhecimento das funções desenvolvidas pelos colegas na empresa, obviamente diversas das suas, mas ao mesmo tempo o trabalho deve estar distribuído de forma a viabilizar os controles internos. Entenda por segregação de função a separação entre funções de autorização/aprovação de operações, execução, controle e contabilização das mesmas, de tal forma que nenhum colaborador detenha competências e atribuições em desacordo com este princípio. Isso evita dores de cabeças futuras. Por exemplo, se um empregado resolve se demitir, não deixa a empresa desfalcada, bem como dificulta a ocorrência de fraudes.

Um outro olhar ou um palpite ajuda e muito a ter uma outra visão sobre um mesmo assunto. É disso que as empresas precisam: empregados mais participativos e comprometidos com o desenvolvimento da empresa.

Atitudes como essa permitem que a empresa possa se manter focada no futuro sempre, porque pode ter a certeza de que todos seus “pássaros” vão alçar voos mais altos ou mais baixos alinhados com o que o “pássaro” do vértice do “V” tem em mente. E dessa forma, agindo proativamente, todos os colaboradores estarão aptos a assumirem o posto de “líder do bando”, se preciso for.

 

“Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”.

Raul Seixas

 

 

 

 

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