Cyberbullying – você já ouviu falar?

Vamos ler a definição de Cyberbulling na wikipédia:

“Cyberbullying é uma prática que envolve o uso de tecnologias de informação e comunicação para dar apoio a comportamentos deliberados, repetidos e hostis praticados por um indivíduo ou grupo com a intenção de prejudicar outrem.”

Em bom português: São ameaças, intimidações feitas pela internet(via sites, blogs), redes sociais(tipo orkut, twitter, facebook), comunicadores instantâneos(msn, skype, gtalk), etc.

Aproveitando-se do anonimato na internet, muitos agressores intimidam adolescentes com ameças virtuais que acabam em alguns casos se tornando reais.

Recentemente nos EUA houve uma tragédia, conforme relata o site AEIOU:

“O chamado ‘cyberbulling’ ultrapassou rapidamente as paredes das escolas em todo o mundo para se tornar uma prática comum na Internet. O “cyberbulling” poderá estar na base de mais um caso polémico que tem agitado os Estados Unidos.

Megan Meier, de 13 anos, natural de uma pacata cidade do Missouri, acabou por se enforcar no quarto depois de uma discussão com um ‘amigo’ que conheceu no MySpace – Josh Evans – e com quem, durante um mês, partilhou a sua vida. Um dia antes de morrer teve uma discussão on-line com o dito rapaz que mudou radicalmente o seu comportamento para com a jovem.

Meses depois do suicídio da jovem, os seus pais vieram a público com novos dados sobre o caso da filha.

Alegam que o rapaz que a filha conheceu através do MySpace nunca existiu.

O perfil falso do rapaz foi criado por uma vizinha, mãe de uma colega de Megan Meier, com o intuito de descobrir se a jovem andava a dizer mal da filha.

Os pais de Megan – Tina e Ron Meier – têm apelado às autoridades locais para que seja a vizinha seja incriminada por ter contribuído para a morte da sua filha com a criação de uma identidade on-line falsa.

A polícia, por seu turno, justifica que não existem provas contundentes (o perfil de Josh Evans foi apagado do MySpace após o suicídio) que provem violação da lei.”

Muitos são contrários a censura na internet (algo que também defendo contrariamente), mas precisamos punir exemplarmente pessoas que comentem barbáries como esta.

Uma menina de 13 anos ainda em formação psicológica, ter sua vida ceifada por uma pessoa adulta de maneira indutiva é mais do que um absurdo, é um crime bárbaro, teratológico.

Cito o relato da psicóloga Maluh Duprat do site Vila Equilíbrio:

“A psicóloga do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC de São Paulo, Maluh Duprat, explica que o agressor precisa derrubar alguém para se sentir forte, ser mais popular no grupo, obter o lugar da vítima no trabalho e esconder suas próprias fraquezas através de seus ataques.

“Quem agride, quer que o seu alvo se sinta infeliz como na verdade ele é. É provável que o agressor também tenha sido humilhado um dia, descarregando no mais frágil a sua própria frustração e impotência”, explica a psicóloga.

O mais grave dessa situação é a vítima, que na maior parte das vezes, não sabe como reagir. As conseqüências são isolamento, sofrimento solitário sem qualquer busca de ajuda.

Maluh Duprat sugere que nesses casos o melhor a ser feito é criar uma distância do agressor e de seus ataques. Não é interessante responder às provocações, pois isso aumentaria a raiva do agressor e é exatamente isso que ele quer. “Outra coisa importante é não manter segredo da ofensa, intimidando-se. Pode ser um bom momento de lidar com os próprios complexos, de superar com a ajuda da família ou dos superiores no trabalho uma situação de confronto maior que seus recursos internos”, completa. Obviamente, é necessário evitar a exposição excessiva na internet, seja de dados pessoais, conversas com amigos e fotos.”

Enfim, Cyberbullying é uma forma vil, traiçoeira de destruir a auto-estima e provocar situações que vão desde isolamento até mesmo a morte.

Cuide o que seu filho(a) lê, escreve e compartilha na internet. Esta é a melhor dica.

Autor: Gustavo Rocha

Consultor nas áreas de gestão, tecnologia e marketing estratégicos. Acesse: www.gustavorocha.com

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