Estamos preparados para o jeito Netflix?

Ao analisarmos o manifesto de cultura do Netflix, percebemos duas realidades muito interessantes e diferentes do jeito comum do mercado fazer as coisas, quando o assunto é gestão de pessoas:

Ao invés de um departamento de gestão de pessoas, eles trabalham com dois conceitos fortes, intrínsecos a realidade deles:

1. Liberdade com responsabilidade; e

2. Mais contexto e menos controle.

Leia o manifesto na íntegra (em inglês): https://jobs.netflix.com/culture

Como assim? Como isto funciona?

A ideia é contratar as melhores pessoas para aquela vaga, mesmo que o processo seletivo leve meses para ser preenchido, pois para dar liberdade as pessoas é necessário que as mesmas compreendam muito bem as suas responsabilidades, de modo que ao usar a liberdade que a empresa dá (noticia-se de pessoas que tiram 2 meses de férias, por exemplo), as mesmas tenham seus objetivos cumpridos para que possam usufruir desta realidade.

Isto também pressupõe maturidade profissional e pessoal para que as pessoas compreendam suas responsabilidades, e usem os seus direitos e não apenas pensem que tem direitos sem responsabilidades (como parte das pessoas vê na atualidade).

E na ideia de mais contexto e menos controle, na Netflix o CEO passa diretrizes periodicamente e as pessoas tem total liberdade para usarem orçamento, gerir as pessoas subalternas, organizar mudanças, tudo no princípio que se temos o contexto dado pelo CEO, as pessoas tem liberdade e responsabilidade, o controle torna-se desncessário.

Por óbvio, para isto dar certo, é essencial uma cultura organizacional forte, treinamentos, não coadunar com condutas erradas e estabelecer uma organização em que as pessoas possam evoluir junto com a empresa.

E porque isto é tão diferencial da realidade da maioria das empresas?

Porque muitas vezes contratamos apenas o mais barato, aquele que faz o padrão e achamos bom, porque muitas vezes não damos liberdade nenhuma e achamos que somente nossas ideias são as corretas, outras vezes porque não queremos perder tempo com treinamentos e aculturamento (um dos maiores erros ao meu ver) e some-se ao fato de muitas pessoas estarem no mercado de trabalho despreparadas emocionalmente, o que nos leva a lidar com situações de infantilidade e imaturidade, onde isto somado ao grupo, leva a efeitos manada coletivos de sandices.

(PRA PENSAR!!!)

E diante de tudo isto, queremos uma revolução não é mesmo?

Mas, como fazer com as pessoas que temos? Temos que mudar toda equipe?

Lógico que não! Precisamos primeiro verificar nossos propósitos, nosso contexto e deixar isto claro a todos. E contexto/propósito não é dar ordens e dizer ganhem mais e gastem menos. Contexto/Propósito é dizer aonde a empresa está indo, seus objetivos, seus porquês.

Aliás, toda esta revolução pode começar respondendo a seguinte pergunta:

Qual o meu propósito para estar aonde estou?

Advogando, estudando, trabalhando…

Enfim, tudo tem um começo. Se quer mudar, comece agora!

Mude/permaneça com propósito, crie novas formas, reformule antigas. O que realmente não trará mudança é ficar parado…

#FraternoAbraço

Gustavo Rocha
Consultoria GustavoRocha.com  |  Gestão, Tecnologia e Marketing Estratégicos
Robôs  | Inteligência Artificial  |  Jurimetria
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Autor: Gustavo Rocha

Consultor nas áreas de gestão, tecnologia e marketing estratégicos. Acesse: www.gustavorocha.com

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