Por falar em inteligência artificial: Estônia!

Já pensou em robôs decidindo processos judiciais no Brasil? E substituindo pessoas em tarefas administrativas do poder público?

Já imaginou ter a grande esmagadora maioria dos serviços estatais virtuais, sem necessidade de ir a algum lugar?

Isto já é uma realidade, na Estônia. O país mais eletrônico em serviços públicos do mundo.

Vejamos trechos de uma reportagem sobre juízes robôs e serviços públicos lá prestados:

Você confiaria em uma decisão judicial tomada por um robô? A Estônia sim. O país está desenvolvendo um “robô juíz”, para analisar disputas legais simples envolvendo menos de € 7 mil (em torno de R$ 30 mil). O governo espera que a tecnologia diminua a quantidade de processos para os juízes e funcionários do judiciário.

Funcionará assim: as duas partes enviam os documentos relevantes para o caso e a inteligência artificial toma a decisão — que pode ser revista por um juiz humano. O projeto ainda está no início, mas até o final do ano deve ser colocado em prática um piloto focado em disputas contratuais. Segundo o diretor do escritório de dados do governo, Ott Velsberg, os algoritmos serão ajustados de acordo com o retorno de advogados e juízes.

Essa não é a primeira iniciativa do governo da Estônia em inteligência artificial. Desde o ano passado, Velsberg tem trabalhado para aplicarmachine learning em serviços públicos. Funcionários públicos já foram substituídos por algoritmos na realização de 13 funções. No país, que se tornou uma verdadeira sociedade digital, apenas três serviços exigem a presença física de um cidadão em uma instituição do governo: casamento, divórcio e transferência de imóvel.

(…)

De acordo com um especialista em governança digital da Universidade de Stanford, David Engstrom, os assistentes digitais podem servir para apresentar aos juízes os precedentes e os históricos necessários para cada caso judicial. “A promessa da IA é ela se tornar cada vez mais consistente”, explica o professor a Wired. “Talvez um sistema inteligente possa ser mais preciso do que um liderado por homens”.

Misturar decisões judiciais e IA não é tão novidade assim. Apesar de a Estônia ser o primeiro país a começar a desenvolver um algoritmo com poder de decisão, alguns estados americanos usam a tecnologia para ajudar em alguns processos criminais. No Reino Unido, o chatbot DoNotPay anulou 160 mil multas de trânsito em Londres e Nova York.

Na Estônia, o escritório de advocacia Eesti Oigusbüroo oferece ajuda legal gratuita por meio de um chatbot. Segundo o CEO Artut Fjodorov, “Hugo”, o serviço de IA, será expandido para a Polônia e Los Angeles até o final do ano.

Fonte e reportagem na íntegra: https://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2019/04/estonia-quer-substituir-os-juizes-por-robos.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=post&fbclid=IwAR2lSCcrPka7SxtaeX1yOvyFLm2lAOoFyxTS9qE4g6kP-uewRhCniR0Ivp4

Ainda vislumbro um longo caminho para chegarmos neste patamar, temos que vencer deste a resistência de lobbys politicos até a burocracia – que penso ser burrocracia – que impera nos nossos serviços – sendo que por óbvio, também temos exceções e serviços com excelência na esfera pública.

Precisamos trazer conceitos de robôs, inteligência artificial e principalmente de GESTÃO para a iniciativa pública, de forma a construir melhores soluções. Precisamos de pessoas aonde estas sejam úteis, pensantes e não para tarefas repetitivas.

O que é repetitivo, a máquina faz melhor e mais barato. O pensar ainda – saliente-se AINDA – é exclusivo do ser humano.

#PenseNisto

#FraternoAbraço

Gustavo Rocha
Consultoria GustavoRocha.com | Gestão, Tecnologia e Marketing Estratégicos
Robôs | Inteligência Artificial | Jurimetria
(51) 98163.3333 | gustavo@gustavorocha.com | www.gustavorocha.com

Autor: Gustavo Rocha

Consultor nas áreas de gestão, tecnologia e marketing estratégicos. Acesse: www.gustavorocha.com

2 pensamentos

  1. Muito interessante. Reduziria muito a “burrocracia”, a morosidade dos processos judiciais e não haveria distinção entre uns e outros, apenas os privilégios legais. Só é preciso ter cuidado em Quem vai programa-los?

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