Professor: Ensine ao invés de transmitir conhecimentos

professor15 de Outubro, dia do professor. (post realizado hoje em razão de terças termos a coluna Terças de Negócios).

Uma data muito especial para todos que procuram dividir um pouco de suas experiências em salas de aula. Faço isto sempre que posso, seja em salas de aula na graduação e pós, seja como palestrante.

Um dos pilares para refletir neste dia, é sobre ensinar e transmitir conhecimentos.

Quer dizer, ao invés de ficar dizendo o resultado, deve mostrar os motivos, argumentos para o aluno aprenda a tirar seus próprios resultados e não aqueles que o próprio professor tirou.

Por melhor professor que possa ser, os alunos somente chegarão aonde o professor chegou, se ele não ensina-los a pensar.

Ainda neste sentido, vivenciamos uma realidade forte no Brasil, onde não somente alunos, mas profissionais querem respostas prontas e verdades absolutas, ao invés de oportunidades e possibilidades de crescimento.

Para ilustrar, divido o texto abaixo:

 

Em vez de matar um leão por dia, aprenda a amar o seu

(Pierre Schurmann)

Outro dia fui almoçar com um amigo, hoje chegando perto de seus 70 anos. Gosto disso.
Depois de uma almoço longo, no qual falamos bem pouco de negócios mas muito sobre a vida, ele me perguntou sobre meus negócios.
Contei um pouco do que estava fazendo e, meio sem querer, disse a ele:
“Pois é. Empresário, hoje, tem de matar um leão por dia”.
Sua resposta, rápida e afiada, foi:
“Não mate seu leão. Você deveria mesmo era cuidar dele”.
Fiquei surpreso com a resposta e ele provavelmente deve ter notado minha surpresa, pois me disse:
“Deixe-me lhe contar uma história que quero compartilhar com você”.
Segue mais ou menos o que consegui lembrar da conversa:
“Existe um ditado popular antigo que diz que temos de ‘matar um leão por dia’.
E por muitos anos, eu acreditei nisso, e acordava todos os dias querendo encontrar o tal leão.
A vida foi passando e muitas vezes me vi repetindo essa frase.
Quando cheguei aos 50 anos, meus negócios já tinham crescido e precisava trabalhar um pouco menos, mas sempre me lembrava do tal leão.
Afinal, quem não se preocupa quando tem de matar um deles por dia?
Pois bem. Cheguei aos meus 60 e decidi que era hora de meus filhos começarem a tocar a firma.
Mas qual não foi minha surpresa ao ver que nenhum dos três estava preparado!
A cada desafio que enfrentavam, parecia que iam desmoronar emocionalmente.
Para minha tristeza, tive de voltar à frente dos negócios, até conseguir contratar o Paulo, que hoje é nosso diretor geral.
Este ‘fracasso’ me fez pensar muito. O que fiz de errado no meu plano de sucessão?
Hoje, do alto dos meus quase 70 anos, eu tenho uma suspeita: ‘a culpa foi do leão’.”
Novamente, eu fiz cara de surpreso. O que o leão tinha a ver com a história?
Ele, olhando para o horizonte, como que tentando buscar um passado distante, me disse:
“É, pode ser que a culpa não seja cem por cento do leão, mas fica mais fácil justificar dessa forma.
Porque, desde quando meus filhos eram pequenos, dei tudo para eles. Uma educação excelente, oportunidade de morar no exterior, estágio em empresas de amigos.
Mas, ao dar tudo a eles, esqueci de dar um leão para cada, que era o mais importante.
Meu jovem, aprendi que somos o resultado de nossos desafios.
A capacidade de luta que há em você, precisa de adversidades para revelar-se.
Com grandes desafios, nos tornamos grandes. Com pequenos desafios, nos tornamos pequenos.
Aprendi que, quanto mais bravo o leão, mais gratos temos de ser.
Por isso, aprendi a não só respeitar o leão, mas a admirá-lo e a gostar dele.
A metáfora é importante, mas errônea: não devemos matar um leão por dia, mas sim cuidar do nosso.
Porque o dia em que o leão, em nossas vidas morre, começamos a morrer junto com ele…”
Depois daquele dia, decidi aprender a amar o meu leão. E o que eram desafios se tornaram oportunidades.
Para crescer e ser mais forte nesta ‘selva’ em que vivemos.

 

Quais leões você deve amar todos os dias?

As oportunidades que existem em cada negócio?

E o aprendizado? O que dizer dos erros e acertos que nos remontam a forjar o que somos?

Transmitir conhecimentos e dizer resultados não irá transformar ninguém. Sei que a mudança começa naqueles que querem mudar, mas podemos ajudar: Ensinando.

Ensinando que a vida nega muita coisa e nem sempre tudo sai como planejado;

Ensinando que a vida é um caminho somente de ida e perdoar, amar e levantar fazem parte;

Ensinando que se quer alguma coisa somente com trabalho, foco, gestão e tecnologia podemos chegar lá;

Enfim,

Ensinando que a vida é mais que um videogame, muito maior que nossas vontade e que o sucesso que tanto se almeja nasce do trabalho honesto, da ambição justa e principalmente do amor e dedicação àquilo que se faz no seu dia a dia.

Parabéns a todos educadores pelo seu dia e por não desistirem de amarem o seu leão da educação em cada sala de aula.

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Artigo escrito por Gustavo Rocha
Sócio da GestãoAdvBr – Consultoria em Gestão e Tecnologia Estratégicas
Sócio da Bruke Investimentos
[+55] [51] 8163.3333 | www.gestao.adv.br | http://www.bruke.com.br
Contato integrado: gustavo@gestao.adv.br [Email, Skype, Gtalk, Twitter, LinkedIn, Facebook, Instagram, Youtube]

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