Dia da Justiça? Do Justo? E o perfeito, cadê?

Dia 8 de Dezembro, dia da justiça.

O que é a justiça para você? Papel? Processo eletronico? Partes, advogados, juízes, promotores?

E o que é o justo? Aquilo que representa a igualdade?

E o perfeito? Aquilo que não pode ser modificado? Aquilo que é intocavel, já acabado?

Seriam estes os conceitos?

Conceitos estranhos e por vezes errados ou quiçá distorcidos da realidade.

Como assim?

A justiça seria apenas as partes e o meio, com uma sentença no final? Lógico que muito mais do que isto, a justiça representa o fim de algo a ser perseguido pelas partes onde temos de um lado profissionais que são responsáveis pela administração da justiça (advogados) e profissionais que analisam os pedidos e baseados em leis (que deveriam ser feitas por profissionais, mas não o são – legislativo), decidem a vida das pessoas e seus designos. Só pode dar algo errado não é mesmo?

Diante da ideia de justiça, as pessoas buscam o que é justo. Ocorre que o justo para um não é para outro. E pior, um terceiro (juiz), que só sabe dos fatos que são contados por outros ainda (advogados), decide a vida dos dois primeiros que discordaram ou que buscam o justo.

Parece surreal que de toda essa miscelânea de informações possa algo de bom acontecer.

Mais ainda porque muitos pensam que a justiça é justa e perfeita, quer dizer, ela presta a tutela do Estado com a mão amiga, dando o certo ao certo e o errado ao errado, sem nenhum tipo de erro.

Longe de ser justa e perfeita, todos os elos desta cadeia são formadas por pessoas, quer dizer, são imperfeitos acreditando numa perfeição que eles próprios não são.

Não existe como ser isto uma verdade.

Lógico, nem tudo neste dia é um paradoxo incompreensível.

Buscamos a justiça como um ideal a ser encontrado, o justo aquilo que nossa mente e coração podem concordar e o perfeito aquilo que naquele instante não precisa ser alterado.

No restante, temos nosso ponto de vista, nossas verdades, nosso caminho.

E isto é que realmente importa. Ou não. Afinal, pontos de vista, verdades e caminhos coexistem e cada um tem o seu. E cada um pode ter vários.

Paradoxo. Surreal.

Verdade. Ou não.

Enfim,

Justiça para que te quero, que seja justa, que seja heróica e possa no final satisfazer o melhor de cada um em prol de todos nós.

Perfeito? Só Deus-Pai. No restante, momentos podem ser perfeitos, mas nos segundos seguintes há novas possibilidades de perfeição ou não. Depende exclusivamente de nós.

E este texto para que serve?

Para reflexão, pensar e quiçá concluir. Ou não. Depende sempre de você.

Quer sucesso? Quer resultados? Quer algo justo e perfeito?

Comece com você, pois é desbastando a pedra que o escultor consegue criar a estátua. Na vida, é desbastando a pedra interior que o verdadeiro eu se revela.

Pegue o maço e o cinzel e comece a desbastar já!

A justiça pode ter a simbologia de ter os olhos vendados e a espada na mão; Você, pelo contrário, deve ser a inteligência na razão e os olhos bem abertos para que a sua realidade seja aquilo que a sua mente e coração determinarem, afinal o justo e o perfeito são conceitos, são simbólicos, são ideais.

E como tudo na vida, somente nossos sonhos podem se transformar em realidade depois de muita busca, fé, caminhada e batalha. Ninguém vai lhe dar algo que não merece e mesmo que mereça, lute, pois é de você, seu pensar, viver e sentir que nasce o sucesso e não dos outros e suas verdades.

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Sócio da Consultoria GestaoAdvBr
http://www.gestao.adv.br gustavo@gestao.adv.br

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